Por Alberto de Avellar - Aquele que não tem medo de falar ... Simões Filho a cidade está sendo governada por 342 !!!
Calma… ainda não sabe o que significa? Segure a curiosidade — como todo bom suspense político, a revelação fica para o final.
Entramos na última semana antes do Carnaval, período em que, tradicionalmente, o cidadão mais atento já deixa o Diário Oficial dos Municípios aberto no celular esperando aquele festival de exonerações, nomeações e as famosas “danças das cadeiras” que costumam acontecer quando o confete começa a cair.
Mas, desta vez, nada.
Nenhuma canetada estrondosa. Nenhum terremoto administrativo. Nenhuma reforma que justificasse manchetes.
Silêncio absoluto.
Aliás, silêncio não — quase.
O único fato digno de nota foi a entrega de uma ambulância do PAC da Saúde, evento que contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues. Até aí, tudo dentro do script institucional.
O que fugiu completamente do roteiro foi uma ausência barulhenta: a do prefeito Del.
Em política, às vezes quem não aparece fala mais alto do que quem discursa.
E quem surgiu para receber a ambulância? O já conhecido pastor Rogerinho — que começa a ganhar notoriedade na cidade não exatamente por suas pregações, mas pela frase que parece ter virado marca registrada:
“Vou resolver.”
O problema é que, entre a promessa e a solução, a população continua esperando o milagre.
Ao lado dele estava a secretária interina de Saúde, Ananda Rodrigues. Cena protocolar, sorrisos protocolares, discursos protocolares.
Na prática?
Tudo muito parecido com o que já era antes.
Mas a política não vive apenas de presenças — vive principalmente de sinais.
A ausência do prefeito foi interpretada por muitos como um recado claro: apoio político não se improvisa, se negocia. E, ao que parece, os ventos locais sopram em outras direções — especialmente quando os compromissos passam por alianças já conhecidas com lideranças como o deputado federal Paulo Azi e o ex-prefeito ACM Neto.
Enquanto isso, nos bastidores da saúde municipal, uma exoneração chamou atenção.
A então secretária executiva ligada à Iridan Brasileiro foi dispensada com data retroativa de trinta dias. Oficialmente, apenas um ato administrativo. Extraoficialmente? Nos corredores do poder, fala-se em represália por não ter assinado um contrato milionário no valor de 145 milhões.
Coincidência?
Na política, até as coincidências costumam ter endereço.
E já que falamos de ambulância…
A população faz uma pergunta simples, direta e extremamente objetiva:
Onde está a UTI móvel que a cidade procura há tanto tempo?
E a rodoviária?
Aquela mesma que virou quase uma lenda urbana — todo mundo já ouviu falar, mas ninguém sabe exatamente onde foi parar.
Promessas são como cheques políticos: quando não são compensadas, viram desconfiança.
Agora, lembra do número lá do começo?
No jargão policial, nada mais é do que 171 vezes dois.
E 171, todo mundo sabe, é sinônimo de estelionato — promessa que não se cumpre, expectativa que vira frustração.
Diante disso, fica a pergunta que ecoa nas ruas, nas filas dos postos de saúde e nas conversas de padaria:
Estaria Simões Filho sendo administrada por 342?
Ou seria apenas mais um capítulo daquela velha novela brasileira onde o discurso é novo, mas o roteiro parece surpreendentemente antigo?
O cidadão observa.A cidade sente.E o tempo — esse velho fiscal — sempre revela aquilo que a propaganda tenta esconder.
Seguimos atentos.
Porque, em Simões Filho, quando parece que nada está acontecendo… provavelmente está acontecendo tudo.

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