Por Alberto de Avellar — Quando afirmo que a cidade de Simões Filho é, sem sombra de dúvida, um lugar icônico em absurdos e rumores que se tornam realidade da noite para o dia — e vice-versa — alguns insanos me chamam de maluco e chegam a postar montagens minhas em camisa de força nas redes sociais.
A imagem da capa da manchete fala por si só: o sistema de transporte é um caos absoluto. Entre ilegalidades e imoralidades, a cooperativa age como se fosse a verdadeira mandatária do setor e, por conta própria, decreta o aumento das passagens do transporte público — algo que deveria ser atribuição exclusiva do ente público.
Mas, enfim, na cidade temos dois grupos que se autodenominam políticos, quando, na verdade, funcionam como verdadeiros grupos politiqueiros. Cada qual com seu “Gabinete do Ódio”, composto por arcanjos renegados pela sociedade simõesfilhense, especializados em ataques destrutivos à imagem pública de qualquer pessoa ou entidade — incluindo veículos de comunicação que ousem criticar seus políticos de estimação ou contrariar interesses patrocinados.
De um lado está o grupo rotulado como oposição, que teoricamente teria como líder o deputado Eduardo Alencar, tendo como segundo homem em comando Edson Almeida, o “Irmãozinho”, além de nomes de peso como Jackson Bonfim, Mariza Bonfim, Dr. Alfredo Assis, Genivaldo Lima, Sérgio Glauber, entre outros.
Do outro lado, encontra-se o grupo do ex-prefeito Dinha, hoje visivelmente fragmentado após sua suposta saída da cadeira suprema de alcaide de Simões Filho. E, como todo rei tem sua rainha, surge a deputada — outrora celebrada como a “Voz da Bahia” — mas que, para muitos críticos, parece mais uma voz rouca tentando manter um protagonismo já desgastado.
Mas, pasmem, meus inocentes leitores: dentro desses dois grandes blocos — situação e oposição — que tanto proclamam “amar a cidade e seu povo”, existe uma divisão impressionante.
O grupo de Dinha promoveu como sucessor — em nome do continuísmo de um governo cercado por denúncias e centenas de processos — o prefeito tampão, ou prefeito de transição de Dinha para… Dinha: o atual gestor Devaldo Soares, o Del do Cristo Rei.
Até agora, Del ainda não deixou claro a que veio. Ensaiou movimentos, mas, na prática, nada mudou. Tudo continua como antes — ou melhor, como Dinha determina. Em outras palavras, para muitos observadores, o prefeito ainda seria Dinha, enquanto Del assumiria apenas o papel de executor de ordens.
Mas é justamente aí que reside o “X” da questão.
Tanto na situação quanto na oposição, começa a surgir um novo mecanismo de intrigas. Há muita gente boa em ambos os lados ensaiando um verdadeiro “pula-catraca” político para fortalecer o chamado grupo do “Novo Tempo”, idealizado pelo atual prefeito — o pequeno gigante Del do Cristo Rei.
Com esse movimento, os gabinetes do ódio e seus “arcanjos renegados” voltam à cena com mais força do que muitos imaginam. Nos próximos meses, tudo indica que presenciaremos uma verdadeira guerra — travada tanto nas ruas quanto nas redes sociais — capaz de provocar mortes políticas e destruições de reputações em série.
E não se enganem: os tais arcanjos não parecem estar para brincadeira.
O Bom Velhinho, que já foi vítima dessa espécie e teve sua vida profundamente afetada, agora observa de um lugar mais alto — longe das planícies do confronto — apenas vendo o mar pegar fogo… enquanto se prepara para comer o peixe frito.
E não percam, nesta segunda-feira, o 4º episódio da Rádio Peão News, que abordará o tema:
“O Gabinete do Ódio e seus Arcanjos Renegados.”
O veinho vai largar o doce e abrir a caixa-preta.

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