Por Alberto de Avellar — Na cidade onde a política nunca dorme e os bastidores falam mais alto que os discursos oficiais, mais um capítulo daqueles que fazem o cidadão parar, reler e perguntar: “Será possível?”, a verdade e que para velhos escândalos voltarem a tona, porque os Arcanjos do Gabinete do Ódio não estão gostando nadinha de nada, dos contates ataques ao ex-prefeito Dinha e sua esposa a Deputada Estrela decadente Katia Oliveira.
Pois é… parece que desta vez o grito virou eco, com um aviso, quem tem "telhado de vidro não deve jogar pedra no telhado do vizinho".
O homem que ficou conhecido por bradar “Alô, Simões Filho!” — sempre em tom de denúncia e vigilância — agora vê seu nome circulando em um parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
E quando o órgão técnico fala, a cidade escuta.
Quando o fiscal passa a ser fiscalizado.
De acordo com o que vem sendo comentado nos corredores mais atentos da política local, as irregularidades apontadas remontam ao período em que o vereador Genivaldo Lima presidia a Câmara Municipal.
O número chama atenção: Mais de R$ 500 mil ligados a um contrato cercado por questionamentos administrativos.
Erro?
Falta de controle?
Gestão temerária?
As respostas — essas ainda caminham pelos ritos institucionais.
O parecer foi encaminhado ao Ministério Público, o que costuma elevar a temperatura de qualquer cenário político.
Enquanto isso, uma multa de R$ 7 mil já entrou na conta.
Mas a pergunta que não quer calar nas esquinas da cidade é simples:
Uma multa encerra o assunto?
O prejuízo será ressarcido?
Ou teremos mais um caso que se dissolve na poeira do tempo?
Ironias que só a política explica
Há um componente quase literário nessa história.
Estamos falando de uma figura pública que construiu parte da sua imagem justamente apontando falhas, cobrando explicações e assumindo o papel de vigilante do dinheiro público.
Agora, o roteiro parece ter sofrido uma reviravolta.
E como toda boa reviravolta política, ela vem acompanhada de memória.
Não faz tanto tempo assim que Genivaldo caminhava em sintonia com o ex-prefeito Dinha — hoje alvo frequente de suas críticas e rebatizado com um apelido nada sutil.
A política tem dessas metamorfoses rápidas.
Aliados viram críticos.
Críticos viram investigados.
E o eleitor observa tudo, em silêncio cada vez menos paciente.
Fantasmas do passado
Foi naquele mesmo período que a Câmara ganhou um apelido que atravessou legislaturas:
“Câmara do Amém.”
Um lugar onde projetos pareciam deslizar sem resistência.
Justo ou injusto — o rótulo pegou.
E rótulos, na política, costumam ser mais difíceis de apagar do que manchetes.
O peso da coerência
Na vida pública existe uma moeda que não aceita inflação: credibilidade.
Quem cobra transparência precisa conviver com ela.
Quem aponta erros precisa estar pronto para explicá-los.
Porque quando o discurso e a prática não caminham juntos, o desgaste não pede licença — ele chega.
E chega rápido.
A pergunta que atravessa Simões Filho
Depois desse episódio, uma dúvida percorre rodas de conversa, repartições e grupos de mensagens:
Quem ainda tem autoridade para gritar “Alô, Simões Filho”?
Ou melhor…
Quando a sirene toca para todos, quem sobra para atender a chamada?
O Bom Velhinho observa — como sempre observou.
Sem pressa.
Sem distrações.
Porque, no fim das contas, o tempo costuma fazer aquilo que nenhum discurso consegue impedir: revelar.
E em uma cidade cada vez mais atenta, uma certeza começa a ganhar força:
Não é o volume do grito que sustenta uma liderança — é a solidez da trajetória
Então fica o chamado final:
Alô, Simões Filho… a transparência está na linha?

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