Por Alberto de Avellar - Grave ameaça, violência e falha na segurança... - Áudio expõe risco real à vida durante o Festival de Cultura Gospel
Um trecho específico de um áudio que circula nas redes sociais elevou o episódio ocorrido durante o Festival de Cultura Gospel de Simões Filho ao patamar de caso de polícia.
Na gravação, atribuída a Alisson Ramos, profissional da área de segurança com atuação em grandes eventos, a seguinte frase chama atenção pela gravidade:
“Esse segurança iria tomar era de peixeira da minha mão.”
A declaração, ainda que feita em desabafo posterior, configura grave ameaça à vida e revela o nível de tensão, descontrole e risco extremo instalado nos bastidores de um evento público que deveria prezar pela segurança e integridade física de todos.
Da confusão ao risco letal.
Segundo o relato de Alisson Ramos, a situação se agravou após uma abordagem truculenta e violenta praticada por seguranças vinculados à empresa SERQUIP EVENTOS, responsável pela contratação de artistas, estrutura, som, palco e equipe de segurança do festival.
Ainda conforme o áudio, o profissional afirma que foi agarrado pelo pescoço, o que teria provocado uma reação emocional extrema, levando-o a relatar que chegou a se dirigir a um bar para pedir uma faca.
O próprio Alisson reconhece que só não houve um desfecho mais grave porque terceiros intervieram a tempo, entre eles o responsável pela segurança e o produtor da primeira banda do evento, que teriam pedido desculpas pelo ocorrido.
Pastor também relata agressão.
O caso não é isolado. O pastor Ricardo Fernandes também divulgou vídeos e áudios relatando que foi agredido e retirado à força da área do evento, mesmo portando identificação fornecida pela organização.
Os relatos convergem para um mesmo ponto: uso excessivo de força, abordagens sem critério, ausência de mediação, total despreparo operacional.
Enquadramento legal.
Especialistas ouvidos informalmente pela reportagem afirmam que falas envolvendo ameaça com arma branca, ainda que não consumadas, podem caracterizar crime, a depender da apuração policial, sobretudo quando surgem em contexto de agressão prévia e descontrole provocado por terceiros.
Além disso, agressões físicas em eventos públicos, principalmente contra líderes religiosos e profissionais identificados, exigem investigação formal.
Perguntas que não calam
• Quem treinou essa equipe de segurança?
• Quem coordenava as ações no momento das agressões?
• Houve registro de ocorrência policial?
• A empresa responsável será chamada a prestar esclarecimentos?
• A Prefeitura acompanha o caso?
Quando a segurança vira ameaça.
O ponto mais alarmante não é apenas a agressão em si, mas o fato de que a situação chegou ao limite do risco letal.
Quando um evento público gera falas como “iria tomar era de peixeira”, não se trata mais de confusão — trata-se de falha grave de segurança, com potencial de tragédia.
Os áudios existem. Os vídeos circulam. As testemunhas falam.
Agora, o que se espera é que as autoridades ajam.
Porque fé se promove com louvor,
evento se organiza com responsabilidade,
e segurança pública não se improvisa.
O Bom Velhinho segue atento. Onde há silêncio oficial, a pergunta vira denúncia.

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