Depois, uns e outros alardeiam por aí que o nome do “Bom Velhinho” precede polêmica. Mas, vamos e venhamos: minhas crônicas procuram ser embasadas na materialidade das provas e dos documentos que chegam às minhas mãos.
E uma coisa é certa o poderoso grupo do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) esta completamente desfragmentado, dos 17 vereadores que o apoiavam na atualidade Dinha somente tem 3 vereadores perdeu 14 vereadores, com isto a reeleição do Deputado Federal Paulo Azi, está ameaçada, quanto a sua esposa Katia Oliveira, conforme alguns críticos de plantão é muito complicado sua reeleição para Deputada Estadual, devido a baixa aceitação popular após tantas denuncias de irregularidades na administração do Poderoso Chefão Dinha.
Vamos a alguns Exemplos...
E eu não tenho culpa se, nesses mais de 20 anos envolvido com políticas públicas em Simões Filho, adquiri talvez o maior “HD” de informações que os senhores possam imaginar.
Tudo começou lá atrás, desde o dia em que, pela primeira vez, fui expulso da Casa Legislativa durante uma palestra, após ouvir uma frase que marcou definitivamente minha jornada:
“Nobre educador, com título internacional de ‘Bem Eficiente’, dispa-se de suas roupas e venha conhecer esta cidade…”
Pronto! Mexeram com a onça usando vara curta.
E posso garantir uma coisa: se até minha mãe estivesse metida em alguma falcatrua envolvendo dinheiro público em Simões Filho, eu iria atrás dos fatos e dos documentos até esclarecer o que aconteceu. Afinal, dinheiro público deveria servir ao bem comum.
Agora, julgamento e condenação não são comigo. Isso cabe à Justiça.
E FALANDO EM CUTUCAR ONÇA COM VARA CURTA…
Estavam me processando por suposta calúnia e difamação. É óbvio que, para toda ação, existe uma reação, e cada parte terá de apresentar seus argumentos e suas provas perante a Justiça, mas pelo visto conforme comando judicial recuaram.
Mas fica aquela velha máxima popular:
Quem tem telhado de vidro deveria pensar duas vezes antes de jogar pedra no telhado do vizinho.
E muita gente boa ainda quer saber: afinal, como uma área que, segundo informações divulgadas à época, deveria receber o chamado Complexo Policial de Simões Filho acabou tendo outro destino, com a instalação de um empreendimento atacadista nas terras da antiga Vale, ali no KM 25?
O ex-secretário da época da super Secretaria Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Elias Mello no Pod Noticias do Poder do Jornalista Premio Narrativa do Tribunal de Justiça 2025, Rafael Santana, Mello tentou justificar mas não esclareceu como foi feito a transação de terras doadas ao munícipio e que foi parar sob tutela da inciativa privada.
Essa é uma pergunta que merece documentos, datas, atos administrativos e respostas.
E O CENTRO ADMINISTRATIVO, JAJAI?
Falando em telhado de vidro, o vereador Jajai, em uma das sessões de “descarrego” da Casa Legislativa, apareceu cobrando a construção de um Centro Administrativo para Simões Filho.
Pelo entusiasmo, parecia até disposto a dedilhar uma indicação para, depois, ficar com os louros da fama.
Mas há uma questão que não pode ser esquecida: o projeto de um Centro Administrativo Municipal já foi anunciado anteriormente, durante a gestão de Diógenes Tolentino (Dinha), inclusive com previsão de investimentos milionários e toda uma apresentação pública em torno da proposta.
O local apontado seria a área do Marta Alencar.
O curioso é que vários setores públicos foram retirados de lá e transferidos para imóveis alugados, enquanto o espaço acabou ficando sem a utilização que muitos esperavam.
Então surgem perguntas inevitáveis:
O que aconteceu com aquele projeto?
Quanto efetivamente foi destinado ou gasto?
Houve ordem de serviço?
Quais etapas chegaram a ser executadas?
Por que o Centro Administrativo anunciado não foi concluído?
Se havia previsão de mais de R$ 2.500 milhões, (conforme placa no local) como foi apresentada a destinação desses recursos?
São perguntas que precisam ser respondidas com documentos oficiais.
E existe outro detalhe político interessante: naquele período, o vereador Jajai circulava no mesmo ambiente político da administração municipal e participou de diversos eventos ligados ao grupo, inclusive ocupando espaço na gestão.
Agora, em 2026, cobra justamente um Centro Administrativo.
Pois é…
A política tem memória curta. O “HD” do Bom Velhinho, não.
PEDRA, TELHADO E MEMÓRIA…
O mais curioso é que, mesmo diante de todas as controvérsias que marcaram os últimos anos da política municipal, Jajai continua politicamente próximo de Dinha e apoiando Kátia Oliveira, que seguem sua caminhada política., Mas é um dos 14 vereadores que não estão garimpando votos para Paulo Azi, vá entender.
Não existe problema algum em apoiar quem quiser. Isso faz parte da democracia.
Mas quem ocupa cargo público, esteve próximo de determinada administração e depois passa a cobrar obras ou projetos discutidos naquele mesmo período precisa estar preparado para responder às perguntas que naturalmente surgirão.
Porque memória política também é instrumento de fiscalização.
E documento público não tem partido.
Para finalizar, deixo apenas um conselho aos navegantes:
Cuidado com aquilo que falam sobre o Bom Velhinho.
O pavio anda curto.
E, como dizem por aí, se já estou no fiofó da cobra, o que vier agora é lucro.
Mas tem uma coisa que continua de pé:
Quem tem telhado de vidro não deveria jogar pedra no telhado do vizinho.
E antes de apontar o dedo, talvez seja prudente conferir se o próprio passado não está guardado em algum velho HD.
Por Alberto de Avellar – Crônicas do Bom Velhinho

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