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DANÇA DAS CADEIRAS NA VELHA CONTINUIDADE MODELO DINHA.


Por Alberto de Avellar –  Mais uma mudança administrativa movimenta os bastidores da Prefeitura de Simões Filho. A saída de um secretário, a entrada de outro, um vereador que deixa temporariamente a Câmara para assumir uma secretaria e um suplente que retorna ao Legislativo. O roteiro já se tornou conhecido pela população e reforça uma pergunta que volta a circular pelos corredores da política: essas mudanças representam uma nova gestão ou apenas a continuidade do modelo político implantado pelo ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha)?

Segundo informações divulgadas, o ex-vereador Joel Cerqueira retorna à Câmara Municipal após o vereador Belo Gazineu assumir a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR). Com isso, Joel deixa a Secretaria de Turismo, que passa a ser comandada por Andrea Almeida.

Na prática, trata-se de uma reorganização interna da estrutura administrativa. No entanto, o que desperta debate entre parte da população é que essas alterações são interpretadas por críticos como uma forma de redistribuir espaços políticos entre aliados, preservando a base de sustentação do governo.

Para opositores, a sucessão de nomeações e substituições pouco altera a prestação dos serviços públicos. Segundo essa visão, a dança das cadeiras não tem sido acompanhada por indicadores concretos de melhoria nas áreas essenciais, como saúde, infraestrutura, mobilidade urbana, educação e geração de empregos.

Os defensores da gestão, por outro lado, podem sustentar que mudanças administrativas são naturais em qualquer governo e fazem parte da estratégia de fortalecimento político e de busca por maior eficiência administrativa.

O fato é que a frequência dessas alterações alimenta o debate político. Enquanto cargos são reorganizados entre integrantes da base governista, parte da sociedade continua aguardando respostas para problemas cotidianos que afetam diretamente a população.

No campo político, a movimentação também demonstra que o prefeito Del busca consolidar sua base de apoio no Legislativo, em um momento em que as relações entre Executivo e Câmara passaram por períodos de tensão. A recomposição pode representar uma tentativa de ampliar a governabilidade e garantir maior estabilidade para a aprovação de projetos de interesse do Executivo.

Ao final, permanece a principal pergunta feita por muitos moradores de Simões Filho:

As mudanças representam uma nova fase administrativa ou apenas mais um capítulo da tradicional “dança das cadeiras”, mantendo os mesmos grupos políticos ocupando diferentes espaços dentro da máquina pública?

Essa é uma questão que tende a ser respondida não pelas nomeações, mas pelos resultados que a administração apresentar nos próximos meses. Afinal, mais do que mudanças de cargos, a população espera mudanças na qualidade dos serviços públicos.

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