Por Alberto de Avellar — Meus inquietos pensantes da cidade icônica dos absurdos…
Na moral… a que ponto chega o ser humano quando percebe que saiu completamente dos holofotes da fama?
Quando descobre que aqueles que antes o endeusavam, depois de tantas denúncias, suspeitas e escândalos envolvendo recursos públicos, simplesmente viraram as costas?
Fica a pergunta que não quer calar:
Será que uma criatura dessas, quando deita a cabeça no travesseiro, não sente o mínimo de remorso pelo mal que, segundo relatos e críticas da própria população, teria atingido tanta gente?
Quantas famílias sofreram e viram seus entes querido morrer nas filas da saúde, devido a uma péssima administracao?
Quantos pais e mães passaram desespero ao ver dificuldades nas escolas?
Quantos trabalhadores enfrentaram problemas pela precariedade do transporte público?
São perguntas que ecoam nas ruas, nas feiras, nos bairros e nas redes sociais.
E, mesmo assim, o cidadão aparece nas redes sociais proclamando ser “conservador” e seguidor dos princípios cristãos.
Ora… não foi o próprio Evangelho que ensinou:
“Amai o teu próximo como a ti mesmo.”
Porque entre discurso e prática, meus amigos, existe um abismo — e a população de Simões Filho sabe muito bem medir essa distância.
Enquanto a realidade do povo segue dura, a propaganda nas redes continua suave, religiosa e cuidadosamente produzida.
Mas o Bom Velhinho apenas observa, anota e pergunta: fé se prova nas palavras ou nas atitudes?
A cidade responde.


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