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SIMÕES FILHO A CIDADE MOVIDA A EMPRESTIMOS: SEM DEBATE, SEM ESTUDO,SEM TRANSPARENCIA?

 


Por Alberto de Avellar - Especialistas alertam para risco de ilegalidade e questionam votação acelerada


 - Meus inquietos pensantes da cidade icônica dos absurdos uma informação que circula nos bastidores da Câmara de Simões Filho acendeu o sinal vermelho entre juristas, técnicos e parte da sociedade civil: está prestes a ser votado nesta sexta-feira (20), em sessão extraordinária e em votação única, um projeto autorizando o município a contratar um empréstimo externo de 75 milhões de dólares — algo próximo de R$ 400 milhões.

Sim quatrocentos milhões.

E a pergunta que ecoa nas ruas é simples: Pode um empréstimo desse tamanho ser aprovado às pressas?

Sem audiência pública?

Sem estudo claro de impacto financeiro?

Sem explicar para a população onde o dinheiro será aplicado?

Segundo análise jurídica realizada por especialistas ouvidos pelo Blog do Bom Velhinho, a resposta pode ser preocupante.

O DEVIDO PROCESSO LEGAL NÃO É OPÇÃO — É OBRIGAÇÃO

A Constituição Federal determina que toda administração pública deve obedecer aos princípios da:

legalidade

publicidade

moralidade

eficiência

Isso não é sugestão. É regra.

A aprovação de uma operação de crédito bilionária sem transparência suficiente pode configurar violação direta desses princípios.

E isso abre porta para questionamento judicial.

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL: O MUNICÍPIO NÃO PODE PEGAR EMPRÉSTIMO NO ESCURO

A Lei de Responsabilidade Fiscal é clara. Antes de contratar qualquer operação de crédito, o município deve apresentar: estimativa de impacto orçamentário-financeiro;

comprovação de capacidade de pagamento; compatibilidade com PPA, LDO e orçamento e autorização legislativa específica.

Sem isso?

O ato pode ser considerado irregular.

E mais: Pode gerar responsabilização administrativa e até improbidade.

CADÊ A POPULAÇÃO NESSA HISTÓRIA?

Especialistas lembram que operações desse porte, que comprometem o orçamento municipal por décadas, exigem debate público.

Audiência.

Transparência.

Explicação.

Participação popular.

Porque quem paga a conta não é o prefeito.

Não é o secretário.

Não é o vereador.

É o povo.

SENADO FEDERAL AINDA PRECISA AUTORIZAR.

Outro ponto pouco discutido: Operações externas precisam de autorização do Senado Federal. Sem essa autorização, o empréstimo simplesmente não pode ser contratado.

Ou seja: Mesmo que a Câmara aprove, o processo ainda pode travar.

O RISCO REAL: ENDIVIDAR A CIDADE POR DÉCADAS.

Juristas alertam que empréstimos dessa magnitude: comprometem receitas futuras; reduzem capacidade de investimento limitam políticas públicas e podem impactar serviços essenciais como saúde, educação e transporte.

SE HOUVER IRREGULARIDADE, A JUSTIÇA PODE INTERVIR.

Segundo especialistas, existem instrumentos jurídicos imediatos:

Antes da votação

Mandado de Segurança Preventivo para suspender a tramitação.

Depois da aprovação

Ação Popular para anular a lei.

Também cabem denúncias

Ministério Público

Tribunal de Contas

Ou seja, se a lei nascer irregular pode morrer no Judiciário.

A PERGUNTA QUE FICA

Se o empréstimo é tão bom por que a pressa?

Se o projeto é transparente por que não mostrar todos os estudos?

Se o investimento é necessário por que não explicar detalhadamente para a população?

Porque dinheiro público não é aposta.

RECADO FINAL DO BOM VELHINHO

Meus inquietos pensantes empréstimo público não é problema. O problema é empréstimo sem transparência, sem debate, sem estudo e sem respeito ao devido processo legal.

Porque quando a lei é ignorada quem paga a conta sempre é o povo.

E em Simões Filho, como a história já mostrou algumas vezes conta pública costuma chegar com juros.

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