Por Alberto de Avellar — Meus inquietos pensantes da cidade icônica dos absurdos, não será meia dúzia de arcanjos renegados da sociedade simõesfilhense, a mando dos adoradores do querubim sem asas caído do céu, que vão me calar.
Esta semana é, sem sombra de dúvida, decisiva.
Não apenas para mim que a unica coisa que é que paguem os valores ajuizados que tenho direito líquido e certo, bem como o resgate de minha dignidade, penso que este também é o desejo de toda a população sofrida de Simões Filho.
Enquanto o povo enfrenta dificuldades na saúde, no transporte e na infraestrutura, nossos nobres parlamentares aprovaram por unanimidade um empréstimo milionário de 75 milhões de dólares — algo em torno de R$ 400 milhões.
E o discurso oficial fala em investimento, desenvolvimento e modernização. Mas nos bastidores, o que ecoa nas ruas é outra pergunta: Esse dinheiro vai servir também para cobrir as chamadas obras “acabadinhas” deixadas pelo ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha)?
Obras essas financiadas, inclusive, com outro empréstimo de aproximadamente R$ 85 milhões, aprovado em 2023 pela já conhecida Câmara do Amém, justamente quando o presidente da Casa era o atual prefeito Del.
Coincidência?
O povo observa.
A AVENIDA DOS 19 MILHÕES
Vamos ao caso concreto.
A avenida que leva o nome do ex-prefeito — ligando a Via Universitária a Simões Filho 1 — foi inaugurada no último dia do mandato, às 23h45, numa corrida contra o relógio.
São aproximadamente 2,5 quilômetros de via.
Custo declarado: R$ 19 milhões
Especialistas da área de obras públicas apontam que uma intervenção desse porte, dependendo das condições técnicas, poderia custar bem menos, chegando a estimativas de cerca de R$ 4 milhões em cenários comparáveis.
E é aí que mora o problema.
Porque quem deveria receber a obra como benefício acabou recebendo também a conta.
O povo engoliu a dívida, mas o que não dá para engolir é o estado atual da via.
Trechos deteriorados. Problemas estruturais apontados por moradores e a sensação generalizada de que houve mais propaganda do que planejamento.
Uma obra cercada de marketing, mas que, na prática, levanta dúvidas.
Acompanhe o vídeo e tire suas próprias conclusões.
Porque em Simões Filho, meus inquietos pensante obra inaugurada de madrugada às vezes amanhece cheia de perguntas. E pergunta pública não prescreve.

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