Por Alberto de Avellar - SEMED DE SIMÕES FILHO: ENTRE PRÉDIOS SUCATEADOS, EJA SUMINDO E O FUTURO DAS ESCOLAS NO ESCURO.
Meus inquietos pensantes da cidade icônica dos absurdos. Quando a Rádio Peão começa a falar ao mesmo tempo em várias escolas, vários bairros e vários corredores da educação não é mais boato, é termômetro. E o que o termômetro da educação municipal de Simões Filho está mostrando é febre alta.
EJA SUMINDO DO MAPA
Segundo relatos vindos da própria rede: A EJA do CMPLP já teria sido praticamente extinta.
Hoje, restariam apenas duas turmas: uma funcionando no Joselita — lotada e outra já com previsão de fechamento. E aí fica a pergunta que ninguém responde:
Para onde vão os jovens e adultos que ainda precisam concluir os estudos?
Porque educação de jovens e adultos não é luxo.
É segunda chance e tirar essa chance é condenar muita gente ao subemprego permanente.
PRÉDIOS QUE PARECEM ABANDONADOS
Outro ponto que chega ao Bom Velhinho é ainda mais grave. Relatos apontam: prédio sucateado,
banheiro interditado, estrutura deteriorada e ambiente sem condição adequada de funcionamento
Em um dos espaços onde funciona a sede da Semed, a situação teria chegado ao ponto de: funcionários serem liberados no período vespertino simplesmente porque não haveria condições estruturais para funcionar.
Isso diz muito.
E O BERLINDO?
Outro mistério que ronda os corredores: O prédio do Colégio Estadual Berlindo, cedido ao município. A pergunta que corre de boca em boca: O que será feito daquele espaço?
Vai virar escola municipal, Centro administrativo ou apenas mais um prédio parado acumulando mato e promessa.
Porque prédio público parado é dinheiro público dormindo.
REFORMA DO MANOEL FERREIRA: CONCLUÍDA… OU SÓ NO PAPEL?
Segundo ouvintes atentos dos corredores dos poderosos que acompanham a rotina: A reforma do Manoel Ferreira já teria sido dada como concluída, mas a dúvida que ecoa: Concluída tecnicamente, fisicamente ou é uma engana Dinha.
Porque em Simões Filho, infelizmente, o povo já aprendeu: Entre a obra anunciada e a obra entregue existe um grande abismo.
O MEDO MAIOR: FECHAMENTO DE ESCOLAS
E aqui entra o ponto mais sensível, nos bastidores da rede municipal cresce um comentário que preocupa professores, pais e servidores: muitas escolas poderiam ser fechadas sob argumento de economia.
Justamente em período que antecede disputas políticas?
A população começa a desconfiar. Porque quando a economia sempre atinge escola, professor e aluno ela deixa de parecer ajuste e começa a parecer escolha.
A RÁDIO PEÃO NÃO ERRA SEMPRE… MAS QUANDO ACERTA…
A Rádio Peão não é órgão oficial, mas quem conhece serviço público sabe:
Ela quase sempre anuncia primeiro o que depois vira decreto. E quando: EJA diminui os prédios são sucateados, reforma vira dúvida e escola ameaça fechar, o servidor é liberado por falta de estrutura não é caso isolado é sinal de sistema em crise.
A PERGUNTA FINAL..
Se há recursos no FUNDEB, se há orçamentoe repasse constitucional.
Por que a educação da cidade parece cada vez mais apertada?
Porque cortar na educação nunca é economia.

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