Meus nobres e inquietos leitores de Simões Filho, hoje acordei com o coração cheio de gratidão, embora o clima não seja dos mais propícios, quando se lê certas materias dos sites institucionais...- Por isso, serei curto, direto e cirúrgico.
Até quando Devaldo Soares, conhecido como Del do Cristo Rei, vai brincar de ser prefeito de um “Novo Tempo” marcado por velhas práticas, recheadas de propaganda e publicidade enganosa, após um ano e seis meses de governo?
Hoje foi publicada no Diário Oficial mais uma troca de cadeira: a substituição da secretária interina de Saúde, Amanda. Talvez Del ainda não tenha percebido aquilo que o povo compreendeu há muito tempo: o problema da saúde pública municipal não está apenas no secretário ou na secretária da vez, mas na forma como a administração vem sendo conduzida, baseada em contratos terceirizados milionários, sem resultados satisfatórios, com fiscalização insuficiente e excessiva autonomia de quem atua na pasta.
A administração de Del está fundamentada na continuidade das práticas do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha. E Del tem a obrigação de administrar e pagar o rombo financeiro deixado pelo antecessor: uma dívida que consome aproximadamente um mês inteiro da arrecadação anual do município. São mais de R$ 60 milhões apenas em juros de empréstimos contratados para custear benfeitorias que muitos moradores afirmam nunca terem visto se transformar em realidade.
Estamos no mês de junho, período historicamente marcado pela desaceleração de diversos setores da economia. Com a realização da Copa do Mundo, a situação tende a se agravar ainda mais, especialmente diante da necessidade de pagamento do décimo terceiro salário do funcionalismo público, enquanto a arrecadação apresenta sinais de queda e o comércio local enfrenta dificuldades cada vez maiores.
Falando em São João, teremos o chamado “Arraiá das Viúvas”, mais uma festa de orçamento milionário que será realizada na Praça Ernesto Simões, logo na entrada da cidade. Tudo isso tendo como pano de fundo as obras inacabadas da rodoviária, que muitos já apelidaram de monumento ao desperdício de recursos públicos. Do outro lado, a Praça da Bandeira permanece abandonada e deteriorada, justamente no coração pulsante do município.
Com os recursos que serão investidos nessa festa, seria possível reformar a Praça da Bandeira, retomar as obras da rodoviária e ainda adquirir dezenas de micro-ônibus seminovos para melhorar o sistema de transporte público, que vive um verdadeiro caos e limita o direito de ir e vir da população.
O município possui 24 secretarias. Cada uma delas conta com secretário, chefe de gabinete, superintendente, coordenadores e gerentes. Somados, os salários dessas estruturas ultrapassam facilmente dezenas de milhares de reais por mês, sem contar gratificações. E, segundo críticas recorrentes da população, muitos desses cargos seriam ocupados por pessoas sem atuação efetiva ou resultados concretos a apresentar.
Vale lembrar que grande parte dessa estrutura administrativa foi formada durante a gestão do ex-prefeito Dinha, que, para muitos observadores da política local, continua exercendo forte influência sobre os rumos da administração municipal.
Por essas e outras razões, afirmo que o prefeito Devaldo Soares precisa assumir plenamente o protagonismo de sua gestão e demonstrar, com ações concretas, que está governando a cidade.
Porque, até o momento, para uma parcela significativa da população, a sensação é de que Del do Cristo Rei ainda está aprendendo a ser prefeito enquanto Simões Filho continua aguardando as mudanças prometidas.

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