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HOSPITAL: NOITE DE TERROR APAGÃO, MILHÕES E O SILÊNCIO DO GERADOR !!!

 


Por Alberto de Avellar —  Meus atentos leitores, se alguém ainda duvida que Simões Filho é especialista em produzir capítulos dignos de uma série dramática, eis mais um episódio que mistura suspense, indignação e aquela velha pergunta que ecoa pelos corredores do Hospital Municipal: até quando?

A noite que deveria ser apenas mais um plantão comum virou cenário de apreensão. Faltou energia. E quando a luz se apaga dentro de um hospital, não é apenas o escuro que assusta — é a incerteza.


Veja o vídeo do Hospital Municipal de Simões Filho sem energia.

Porque hospital não pode funcionar no improviso.

Hospital precisa de plano A, plano B e, principalmente, de um gerador que entre em ação antes mesmo do primeiro olhar de pânico.

E então veio a pergunta que ninguém conseguiu responder com firmeza:

Onde estava o gerador?

Em unidades de saúde, a ausência de energia pode interromper equipamentos essenciais, atrasar atendimentos e colocar pacientes em situação de risco. Não é exagero — é um fato conhecido em qualquer manual básico de gestão hospitalar.

Mas calma… respire fundo.

Estamos falando de uma cidade que acaba de firmar contratos milionários para a gestão da saúde. Algo na casa de R$ 145 milhões pelos próximos dois anos.

Cento e quarenta e cinco milhões.

Valor suficiente para se imaginar uma estrutura eficiente, previsível e, no mínimo, preparada para emergências.

Mas o cidadão, que não entende muito de cifras públicas, entende perfeitamente quando falta luz, quando falta atendimento e quando sobra preocupação.

E no meio do apagão surgiu outra dúvida que insiste em não ir embora:

Cadê a ambulância UTI móvel?

Está rodando? Está parada? Está em manutenção eterna? Virou lenda urbana?

Porque ambulância desse tipo não é luxo — é a diferença entre transferência rápida e espera angustiante.

Enquanto isso, cresce nos bastidores uma pergunta ainda mais curiosa:

quem está por trás de um contrato tão robusto que, dizem, houve gestor que preferiu deixar o cargo a colocar sua assinatura?

Perguntar, afinal, ainda não virou crime.

O que chama atenção é o contraste quase poético — se não fosse trágico:

De um lado, contratos que impressionam pelo tamanho.

Do outro, serviços que preocupam pela fragilidade.

Uma matemática estranha, onde os números só parecem crescer no papel.

E antes que apareça o tradicional defensor do “está tudo sob controle”, vale lembrar: quando o assunto é saúde pública, não basta estar — é preciso parecer organizado, funcionar bem e transmitir segurança.

Hospital não é palco para testes administrativos.

É território onde cada minuto conta.

E quando episódios assim se repetem, o sentimento que percorre a cidade não é apenas revolta — é medo.

Medo de precisar.

Medo de depender.

Medo de descobrir, na hora mais crítica, que a estrutura era menos sólida do que se anunciava.

O Bom Velhinho, da sua janela sempre aberta para os acontecimentos da cidade, não acusa — mas também não fecha os olhos.

A população não quer discursos.

Quer respostas simples:

O gerador está funcionando plenamente?

A ambulância UTI está disponível?

Os contratos estão sendo fiscalizados com rigor?

Quem garante que uma noite como essa não se repita?

Porque, no fim das contas, gestão pública se mede menos pelo valor dos contratos e muito mais pela tranquilidade que oferece ao cidadão.

E hoje, convenhamos…

Tranquilidade não é exatamente a palavra que vem à mente.

Simões Filho segue aguardando explicações — de preferência com a luz acesa.

O Bom Velhinho recomenda: menos apagões, mais transparência.

Porque quando falta energia em hospital, não é só a cidade que fica no escuro.

É a confiança também.

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