Por Alberto de Avellar - A verdade precisa ser dita, doa a quem doer. Junto com o pedido de exoneração da secretária Iridam Brasileiro — e aqui vai o detalhe que muitos fingem não ver — Iridam não foi exonerada: ela pediu exoneração.
E opovo sofrido de Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, já começou a pintar o atual prefeito Del do Cristo Rei, o homem do “Novo Tempo”, como super-herói por ter “pedido a cabeça” de Iridam. Mas a verdade não é bem essa. Iridam era apenas uma engrenagem desse verdadeiro mar de irregularidades herdado do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha — a famosa Herança Maldita deixada para o homem do “Novo Tempo”, que agora segura um abacaxi gigante para descascar.
A saúde finalmente entrou na pauta — não por melhora, mas porque o Tribunal de Contas dos Municípios resolveu bater à porta. O prefeito Del, herdeiro direto do projeto político de Dinha, foi notificado para prestar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no Chamamento Público nº 04/2025, que trata da gestão da UPA 24h e do SAMU. Ou seja: da vida do povo.
A denúncia aponta falhas técnicas, desclassificações questionáveis, recursos ignorados e ausência de transparência. O conselheiro Nelson Pellegrino pediu o óbvio: esclarecimentos e a cópia integral do processo antes de qualquer decisão. Nada além do que o cidadão comum já cobra há anos.
O processo é novo, o problema é antigo...
O caso corre no TCM, mas o roteiro é velho. Troca-se o nome da empresa, muda-se a sigla do contrato, mas o método permanece. Sai Iridam Brasileiro, figura central de gestões passadas, e entram novos personagens — com as mesmas práticas e os mesmos resultados desastrosos.
Foram oito anos sob Dinha e agora um ano com Del. Nove anos de continuidade política e abandono na saúde. A UPA segue lotada, o SAMU atrasado, o atendimento precário e o povo entregue à própria sorte.
Enquanto isso, o paciente espera
O TCM analisa papéis, a prefeitura escreve notas e o povo continua sem remédio, sem lençol e, muitas vezes, sem esperança. A cautelar ainda não veio, mas a notificação já é um sinal claro: algo não fecha nessa conta.
Moral da crônica...
O processo é administrativo, mas o dano é humano.
Enquanto a saúde for tratada como negócio, e não como prioridade, o caos seguirá renovando contratos.
E em Simões Filho, como já se sabe:
Muda o processo, muda a empresa… mas o sofrimento continua o mesmo.

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