Por Alberto de Avellar - Em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, enquanto o homem do Novo Tempo de velhas práticas, Del do Cristo Rei,está em cima do muro e não sabe que lado vai ou se fica o futebol político, segue com estádio lotado, juiz pressionado e VAR desligado por “falta de energia”. E, desta vez, a bola foi colocada na marca do pênalti — parada, branca, reluzente — esperando apenas o chute final.

Denison Santana - Secretário de Meio Ambiente.
No gol, sem muita convicção, está Denison Santana, o menino ligeiro, atual secretário de Meio Ambiente e ex-comandante da pasta de Transporte. Saiu de lá com uma fama que corre mais rápido que contra-ataque em final de campeonato: dizem nos bastidores — esses mesmos que rangem atrás das portas dos poderosos — que alvará por ali não era exatamente peça rara. Bastava saber o caminho do vestiário.
No Meio Ambiente, a coisa não melhorou. Pelo contrário: o desgaste virou manchete interna, as relações estranhas dentro da secretaria viraram assunto de arquibancada e a torcida, impaciente, já pede substituição aos gritos. Tem gente perguntando se a pasta é de meio ambiente ou de meio termo, onde tudo se resolve no “jeitinho sustentável”.
O técnico do time — o prefeito Del — observa da lateral com a prancheta na mão. Sabe que o jogo está truncado, a defesa falha e a permanência do camisa que deveria proteger o verde virou risco de gol contra. A Rádio Peão, sempre ela, garante: o convite para se retirar já está sendo redigido, com papel timbrado e sorriso protocolar.
E assim, entre aplausos irônicos e vaias discretas, o pênalti vai ser batido. Se a bola entra, é outro problema. Se sai, a torcida comemora como título. Porque, em Simões Filho, quando o apito soa, quase sempre alguém é chutado para fora — e o jogo segue, como se nada tivesse acontecido.
Fim do primeiro tempo. O segundo promete.

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