Por Alberto de Avellar - Em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, o ano de 2026 mal começou e já entrega seu primeiro capítulo da série “Novo Tempo, Velhas Práticas – Temporada Infinita”.
Depois de meses sendo exonerada em off, anunciada em rádios, corredores, demitida em grupo de WhatsApp e mantida no Diário Oficial, a secretária de Saúde Iridan Brasileiro resolveu fazer o que o governo não teve coragem: Pedio exoneração, abandonou o barco afundando, escafedeu-se jogou a toalha.
Sim, senhoras e senhores. Iridan já se despediu, deu aquele clássico “adeus, fui, galera”, esvaziou a gaveta, desligou o ar-condicionado imaginário e saiu pela porta lateral — porque porta da frente, nesse governo, só entra promessa.
Oficialmente? Nada consta.
No Diário Oficial? Silêncio sepulcral.
Na Rádio Peão? O volume está no máximo.
O problema não é a saída. Em Simões Filho, sair é quase um ato de misericórdia. O drama está na indefinição eterna de quem assume o leme do Titanic da Saúde Municipal. Vários nomes foram soprados, cochichados, testados em balão de ensaio… e todos afundaram antes mesmo de boiar.
E enquanto o prefeito Del, o homem do “Novo Tempo”, pensa, repensa, pensa de novo e não decide nada, a bancada governista começa a espumar de nervoso. A paciência acabou. O café esfriou. O discurso afinou.
Segundo a sempre bem-informada Rádio Peão — aquela que não dorme, não cochila e não perdoa — o prefeito estaria refém político do onipresente ex-prefeito Dinha, que, mesmo fora do cargo, continua mandando mais que Wi-Fi em prédio público. Dizem que o recado foi direto: “Não mexa na reforma, não toque nos indicados e não ouse contrariar”.
Resultado?
Vereadores da base, como Carlos Neto, Adailton “o Caçambeiro”, Eri e outros figurantes do elenco governista, já não escondem a irritação. Queriam cargos, queriam indicações, queriam espaço… ganharam espera, silêncio e chá de cadeira.
O clima é de rebelião anunciada. Nos bastidores, o recado é claro: não haverá apoio automático, muito menos entusiasmo eleitoral. A deputada Kátia Oliveira, segundo os cochichos, pode procurar votos em outro terreiro — porque nesse, o milho acabou.
Moral da crônica?
Iridan saiu, mas o caos ficou.
O prefeito hesita.
O ex-prefeito manda.
Os vereadores rangem os dentes.
E o povo? Ah… o povo continua esperando médico, remédio e respeito.
Em Simões Filho, tudo muda… para continuar exatamente igual.
Rádio Peão informa.
O Bom Velhinho escreve.
E a cidade assiste.

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