Por Alberto de Avellar - Corre solta nos bastidores da política a dança das cadeiras de Simões Filho — a já consagrada cidade icônica dos absurdos, referência mundial em repetir erros com convicção — que o “Novo Tempo”, esse mesmo que só muda o slogan, mas conserva as práticas, prepara mais um espetáculo de horror administrativo.
O nome da vez para comandar a SEMOB – Secretaria de Mobilidade Urbana, responsável por um dos piores sistemas de transporte público do planeta Terra, seria ninguém menos que o vereador Jajai, atual 1º Secretário da Mesa Diretora da Câmara.
Sim, ele mesmo.
O homem que já passou pela SEMOB e conseguiu o feito histórico de afundar ainda mais o que já estava no fundo, além de ser o maior gabinete de funcionários fantasmagóricos.
Até 2024, Jajai foi secretário da pasta e, segundo especialistas da área, sua gestão entrou para os anais como a pior das últimas duas décadas. Um recorde difícil, mas não impossível, quando se governa com arrogância, desconhecimento técnico e um profundo desprezo pelo usuário do transporte público.
Basta lembrar detalhes nada irrelevantes:
Jajai foi intimado pelo Ministério Público para explicar o descumprimento de um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, já transitado em julgado, com direito a execução judicial ainda no governo Dinha.
Mas calma que piora.
O empreiteiro de cimento e queixo de concreto armado, em vez de cumprir a lei, preferiu alegar, em ofício oficial, que a Lei Federal nº 13.683/2018, que trata da mobilidade metropolitana e da integração entre cidades limítrofes, seria uma “invasão do acusador”.
Traduzindo do juridiquês delirante: a culpa é da lei, não da incompetência.
Como se não bastasse, Jajai foi o autor intelectual da famigerada Lei nº 991, vendida como combate ao transporte clandestino, mas que na prática criminalizou trabalhadores, levando pais de família à cadeia. O desfecho?
Lei revogada pelo Conselho Superior do Ministério Público por ser inconstitucional e atentatória à dignidade humana.
Um feito digno de aplausos… de pé… no banco dos réus.
Na mesma gestão, Jajai ainda conseguiu a proeza de operar ilegalmente os “Camados Ligeirinhos”, empurrando-os para a clandestinidade administrativa, ignorando solenemente o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/95) e a Lei Orgânica Municipal nº 1.048/2018, que garantem a esses trabalhadores estabilidade e reconhecimento legal.
Ou seja: descumpriu TAC, atacou lei federal, criminalizou trabalhadores, ignorou a Lei Orgânica, piorou o transporte, e agora pode voltar como solução.
Em Simões Filho, o fracasso não só não reprova, como qualifica para promoção.
Resta saber se o “Homem do Novo Tempo” terá coragem de assinar esse recibo de reincidência administrativa ou se vai fingir que tudo isso é perseguição política — aquele velho script ensaiado na Casa Branca de Sabidão Tolentino.
Aqui, a mobilidade não avança,
o ônibus não chega,
o povo sofre,
mas os mesmos nomes continuam circulando…
sempre com passe livre.

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