Por Alberto de Avellar - Em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, até boato precisa de assessoria de imprensa. E foi exatamente isso que aconteceu quando resolveram “nomear” Nilton Novaes para a Sedec… sem combinar com o nomeado.
![]() |
| NILTON NOVAES FALA SOBRE UMA SUPOSTA NOMEAÇÃO PARA A SEDEC. |
Nilton, empresário calejado e de memória afiada, tratou logo de puxar o freio de mão ao vivo e a cores no Panorama de Notícias, da Simões Filho FM:
— “Não houve conversa, não houve convite, informação zero.”
Tradução simultânea do Bom Velhinho: boato nasceu, cresceu e morreu antes de virar decreto.
Mas, como em política nada é por acaso, a fumaça não surgiu do nada. A passagem anterior de Nilton pela Sedec deixou marcas — daquelas que incomodam quem prefere secretarias silenciosas e cofres falantes. Resultado positivo gera saudade. E saudade, em Simões Filho, vira especulação.
Enquanto isso, o prefeito Del vai seguindo seu caminho, elogiado aqui, criticado ali, mas claramente tentando romper um isolamento que marcou o governo passado. E é aí que o enredo muda de tom.
Porque, nos bastidores — sempre eles — cresce o distanciamento visível entre lideranças políticas, empresários locais do ex-prefeito Diógenes Tomentindo, o Dinha, conhecido nos corredores do poder mais pelo apego ao mando do que pelo desapego ao dinheiro público. A Rádio Peão, aquela senhora fofoqueira e bem-informada, garante: o isolamento não é acaso, é consequência.
E quando o passado começa a bater à porta, não vem sozinho. Vem acompanhado de apuração, papelada, cheiro de denúncia. As Crônicas do Bom Velhinho — que não dormem em ponto de ônibus nem em gabinete refrigerado — já estão de lupa na mão. Há uma série de investigações em curso que prometem sair do cochicho para a manchete.
No meio do burburinho, surge a fofoca premium da semana:
Corre nos corredores da Assembleia Legislativa que a deputada Kátia Oliveira poderia “ceder espaço político” ao seu amado, numa tentativa elegante (e nada romântica) de buscar imunidade parlamentar.
Amor é lindo. Imunidade também, principalmente quando há fantasmas rondando — como o da Rodoviária Fantasma, prometida para 05 de maio de 2025, consumidora voraz de milhões e, até hoje, moradora fixa do mundo das obras inacabadas.
A pergunta que não quer calar ecoa no Mercado Municipal, nos grupos de WhatsApp e nas mesas de dominó:
Quem vai explicar onde foi parar o dinheiro antes que a explicação venha em forma de processo?
Por ora, Nilton fica fora da Sedec, Del segue tentando arejar a política local, e o ex… bem, o ex segue todo enroladinho, como diz o povo — aguardando se o próximo capítulo será publicado no Diário Oficial, no Tribunal ou na crônica seguinte.
Porque em Simões Filho, meu povo, nada some. Tudo reaparece. Nem que seja como fantasma.

0 Comentários