Por Alberto de Avellar - Em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, existe um som que causa mais efeito que sirene de ambulância em porta de hospital sem médico:
“Alô meu povo! Vereador Genivaldo Lima fazendo o seu trabalho de fiscalizar!”
Pronto. É o bastante.
Nessa hora, o prefeito Del engasga no café e Dinha sente uma pontada na consciência — quando ela ainda aparece. É como filme de terror: não precisa ver o monstro, basta ouvir o barulho da porta rangendo.
Geninho virou fenômeno climático. Onde chega, chove denúncia:
— Saúde abandonada.
— Escola largada.
— Obra que começou, parou e virou ponto turístico do mato.
— Folha misteriosa.
— Contrato que ninguém explica, mas todo mundo assina.
É a bomba ambulante da fiscalização: não corre, anda; não grita, filma; não ameaça, mostra.
Agora imagine esse homem solto no PodPensar, diante de Eddy e Wilson, dupla que adora um fósforo perto do barril de pólvora. Microfone aberto, câmera ligada e Wi-Fi funcionando…
Só faltou avisar a Defesa Civil.
Diógenes Tomentindo, segundo a Rádio Peão, já teria decretado:
“Genivaldo foi mordido pela cobra da verdade.”
Foi mesmo. E virou imune a veneno.
Quarta-feira, 19h.
Preparem o chá de camomila no gabinete…
Porque quando Geninho fala, o poder treme — e o povo ri.

0 Comentários