Por Alberto de Avellar - A política é a arte do possível — e do impossível — especialmente em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, onde se respira política 24 horas por dia, 365 dias por ano.
Para muitos, crédulos ou incrédulos, esta crônica pode parecer motivo de alegações de que “virei a casaca”. Mas, na verdade, como cronista político, tenho o dever de ser imparcial, mesmo quando o personagem analisado foi o responsável pela maior perseguição política que sofri em toda a minha trajetória.
Mas, como me disse o próprio ex-prefeito Dinha, há dois longos anos atrás, quando sofri um atentado contra minha vida e posteriormente fui literalmente expulso de dentro da minha casa, episódio que culminou na morte de pessoas, ele declarou:
“DEUS tem um propósito em sua vida.”
Talvez o que o ex-prefeito Dinha não esperasse era que eu me tornasse o cronista político mais lido da Região Metropolitana, com relatório oficial do Blogger/Google apontando mais de 2 milhões e 500 mil visualizações em apenas um ano, sendo 22% dessas visualizações vindas de outros países.
Enquanto isso, Dinha & Kátia, do alto de um pedestal que chegou a ostentar 91% de aceitação popular, em menos de um ano passaram a ocupar o papel de “vilões da história” perante a opinião pública. Uma queda tão vertiginosa que daria, facilmente, trilha sonora no Fantástico.
Quanto a Dinha... - as razões são muito claras:
• Os escândalos envolvendo processos de Cota de Gênero e Abuso de Poder;
• As denúncias de corrupção e desvios de verbas públicas;
• O sofrimento visível do povo nas ruas do município;
• O rompimento do grupo político assim que Dinha perdeu a caneta do poder;
A formação é manutenção do Gabinete do Ódio...
• E, talvez o maior agravante: “a força da imprensa e de seus editoriais”, comprovando que, em Simões Filho, mesmo mal alimentada, a imprensa ainda exerce a tutela do 4º Poder.
Quanto à deputada Kátia Oliveira, pode-se dizer que foi, em parte, um erro de percurso. Por ser esposa de Dinha, automaticamente passou a ocupar a linha de frente do fogo cruzado. Com todos esses escândalos e, principalmente, com a perda da chave dos cofres públicos, hoje sofre com a redução do seu poder de barganha.
Porque em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, política ainda se faz com dinheiro — e muito dinheiro. Grupo, influência, apoiadores e cabos eleitorais se compram.
Talvez o maior problema do chamado “Casal das Maravilhas” seja o retorno aos holofotes da fama. Na atual conjuntura, a máxima “fale bem ou fale mal, mas falem de mim” já não cabe mais.
Será necessário reconquistar a imprensa, outrora aliada, lembrando sempre o velho ensinamento do Senhor das Guerras:
“O inimigo do meu inimigo é meu amigo.”
Ou seria ...
" Na Guerra como no Amor temos que saber a hora de recuar para atacar com maior força..."
Fica a dica.

0 Comentários