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DINHA: ENTRE TODOS OS MALES, O MENOR!!!



Por Alberto de Avellar - Antes que os apressados, os desavisados e os militantes de plantão gritem “defesa”, registro: sou legalista. E legalista não escolhe lado — escolhe os fatos. E fatos, gostem ou não, são teimosos.

Acompanhei Diógenes Tolentino (Dinha) por mais de 15 anos. Não por fotos em rede social nem por cochicho de bastidor, mas de dentro do sistema: fui um dos raros jornalistas nomeados na ASCOM, tanto no Legislativo quanto no Executivo. Conheço políticas públicas, Administração Pública e, principalmente, conheço Simões Filho por dentro.

Nos primeiros anos, Dinha foi o que hoje faz falta: um gestor com pulso. Visionário? Sim. Autoritário? Também. Ditador? Para muitos, sem dúvida. Mas enquanto gritavam “ditadura”, a cidade andava. E andava rápido.

Em plena pandemia — quando prefeitos choravam miséria — Simões Filho virou canteiro de obras. Estádio Edgar Santos, Mercado Municipal, Anel Viário, BioImagens, dez leitos de UTI, Praça da Bíblia, Praça da Bandeira, praças com esporte e lazer, Canal da Mulequeira, Km 30 e mais de 200 ruas asfaltadas. Obra não se discute, se vê. E estava lá.

Resultado? Câmara de Vereadores unificada e 92% de aprovação popular. Um número que hoje parece lenda urbana. O slogan “Terra Boa de Gente Boa” não era marketing: era percepção popular.

A tragédia começa no último ato. No ano eleitoral. No momento de fabricar sucessor. Seja por acordos obscuros, conveniências inconfessáveis ou simples soberba, Dinha virou a própria negação de si mesmo. Da água para o vinho — e do vinho para o azedo. Afundou sua credibilidade e quase levou junto a reeleição de Kátia Oliveira, num risco político que beirou o suicídio eleitoral.

Corta para o presente: uma Câmara desmoralizada e desfragmentada, maioria em oposição, e um prefeito que governa a 7ª maior arrecadação da Bahia como quem dirige olhando apenas o retrovisor. Del do Cristo Rei, até agora, não disse a que veio. E quando fala, ninguém entende. Quando decide, ninguém vê. Quando deveria agir, recua.

Comparar os dois dói, mas é inevitável. Dinha tinha defeitos, muitos. Mas tinha coragem. Del tem cargo, tem orçamento, tem poder — e falta-lhe justamente o essencial: pulso, decisão e liderança.

Entre todos os males, Dinha foi o menor.

E isso, por mais indigesto que seja, é uma verdade que a cidade já começou a sussurrar — e que em breve vai gritar.

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