O Brasil vive um dos momentos mais delicados de sua história política contemporânea.
Estamos a oito dias do segundo turno das eleições de 2026, e o nosso Brasil varonil encontra-se dividido entre duas forças políticas que se digladiam ferozmente, alimentando uma polarização que parece não ter limites.
O clima de hostilidade política é preocupante, e o principal palco dessa verdadeira batalha são as redes sociais, onde ataques, acusações, ofensas e provocações se espalham em tempo real.
De um lado, temos o velho retirante nordestino…
O homem que saiu do sertão nordestino ainda menino, em busca de novos horizontes e de uma vida melhor.
Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecido internacionalmente por sua trajetória política, conheceu desde cedo as dificuldades enfrentadas pelas famílias pobres deste país.
Trabalhou para ajudar no sustento da família, conheceu o chão das fábricas do ABC Paulista, enfrentou as dificuldades da vida operária, comeu muita boia-fria e sentiu na própria pele o sofrimento daqueles que precisam trabalhar diariamente para garantir o pão de cada dia.
Foi no movimento sindical que descobriu a força da classe trabalhadora, tornando-se uma das principais lideranças operárias do Brasil e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT).
Durante a Ditadura Militar, enfrentou a repressão política e chegou a ser preso por sua atuação sindical.
O menino pobre que deixou o Nordeste tornou-se presidente da República, conquistando reconhecimento internacional, mas também carregando em sua trajetória política o peso de denúncias, investigações, escândalos e profundas controvérsias.
Agora, mais uma vez, apresenta-se ao julgamento soberano das urnas, buscando a reeleição à Presidência da República.
Do outro lado, temos Flávio Bolsonaro, o novinho…
O representante de uma geração política completamente diferente daquela vivida pelo velho retirante nordestino.
Com aparência tranquila e discurso cuidadosamente construído, Flávio Bolsonaro cresceu em um ambiente familiar ligado à política e construiu sua trajetória longe das experiências enfrentadas por milhões de trabalhadores brasileiros.
Não precisou conhecer, como tantos brasileiros, a dureza do chão de fábrica, a marmita de boia-fria, os sapatos gastos de quem caminha quilômetros em busca de emprego ou a rotina daqueles que precisam enfrentar um ônibus lotado às cinco horas da manhã.
Sua história política é marcada por uma realidade social muito diferente daquela vivida pelo trabalhador que depende do salário mínimo para sobreviver.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, Flávio carrega consigo o peso político do sobrenome e das controvérsias que cercam sua família.
Apresenta-se como defensor dos valores conservadores, da família e da fé cristã.
Entretanto, é preciso lembrar que a verdadeira fé não pode ser medida apenas pelos discursos, pelas aparições públicas ou pela utilização de versículos bíblicos em campanhas eleitorais.
A Bíblia não deve servir de escudo para interesses políticos, mas de instrumento para orientar a consciência, a justiça, a verdade e o respeito ao próximo.
E aqui faço uma reflexão: de nada adianta um político carregar a Bíblia debaixo do braço se suas atitudes não forem compatíveis com os ensinamentos de Jesus Cristo.
Afinal, como nos ensina a Palavra de Deus, é pelos frutos que conhecemos a árvore
E NESTE FOGO CRUZADO, O QUE RESTA AO BOM VELHINHO? FILOSOFAR...
Diante de tanta intolerância, discursos inflamados, disputas pelo poder e divisões entre famílias, amigos e irmãos, resta a este Bom Velhinho clamar a Deus para que conceda sabedoria ao povo brasileiro.
Porque o Brasil é muito maior do que Lula, Flávio Bolsonaro, o PT ou qualquer outro partido político.
O Brasil pertence ao seu povo!
Pertence ao trabalhador que acorda de madrugada, à mãe que enfrenta dificuldades para alimentar seus filhos, ao aposentado que luta para sobreviver, ao jovem que sonha com uma oportunidade e aos milhões de brasileiros que desejam apenas viver com dignidade.
Nenhum projeto de poder deveria estar acima da paz, da democracia, da justiça e da vida humana.
Que o povo brasileiro tenha discernimento para escolher seus governantes sem transformar adversários políticos em inimigos pessoais.
REFLEXÃO BÍBLICA — JOÃO 16:12-15
O ESPÍRITO SANTO, NOSSO GUIA!
Jesus Cristo prometeu aos seus discípulos que o Espírito Santo os conduziria à verdade.
Essa passagem nos ensina que precisamos ter paciência para aprender, humildade para reconhecer nossas limitações e sabedoria para buscar a direção de Deus.
O Espírito Santo nos conduz à verdade e glorifica Jesus Cristo por meio de sua atuação em nossas vidas.
Lição principal: Não precisamos conhecer todas as respostas nem compreender todos os acontecimentos, mas precisamos confiar em Deus e permitir que o Espírito Santo dirija nossos passos.
ORAÇÃO
Senhor, guia-nos pelo Teu Espírito Santo. Ensina-nos a Tua verdade, ilumina nossas decisões e afasta do nosso coração o ódio, a intolerância e a injustiça.
Concede sabedoria ao povo brasileiro para que nossas escolhas sejam feitas com consciência, responsabilidade e respeito ao próximo.
Que Jesus Cristo seja glorificado em tudo o que fizermos.
Em nome de Jesus!
Amém!
Nossos sinceros agradecimentos à professora Mariza Bomfim, pela bela mensagem espiritual que nos convida à reflexão, à fé e à confiança na direção de Deus.
CRÔNICAS DO BOM VELHINHO
Porque a política passa, os governantes passam, mas a Palavra de Deus permanece para sempre!


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