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15 DE OUTUBRO: O DIA EM QUE DEL ENTROU PARA A HISTÓRIA.



Durante muito tempo, abri minhas Crônicas do Bom Velhinho afirmando que a cidade de Simões Filho é um verdadeiro ícone dos absurdos políticos.

Mas nada se compara a este surreal 15 de outubro de 2026!

O povo simões-filhense foi às urnas no último dia 4 de outubro e, em uma votação histórica, rejeitou os candidatos ligados ao União Brasil e à chamada Onda Rosa, provocando um verdadeiro terremoto no tabuleiro político municipal.

Como se não bastasse, uma decisão da Justiça Federal determinou, segundo informações divulgadas, a devolução de recursos relacionados ao empréstimo contratado pelo Município junto à Caixa Econômica Federal, em razão de questionamentos sobre a constitucionalidade da lei que autorizou a operação.

O episódio levanta sérios questionamentos políticos e administrativos sobre a gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o popular Dinha, especialmente diante das suspeitas de abuso de poder econômico e político e das alegações de eventual utilização irregular de recursos públicos em campanhas eleitorais.

Vale lembrar que o atual prefeito, Devaldo Soares, o conhecido Del do Cristo Rei, também tem seu nome relacionado a questionamentos eleitorais envolvendo ações de investigação judicial eleitoral (AIJEs), nas quais são discutidas acusações de abuso de poder e irregularidades relacionadas à cota de gênero. Naturalmente, acusações não representam condenações, e a responsabilidade de cada envolvido depende de decisão judicial.


E É JUSTAMENTE NESSE CENÁRIO QUE DEL RESOLVE ENTRAR PARA A HISTÓRIA!

Neste 15 de outubro, o prefeito Del reuniu aproximadamente 300 pessoas, apresentadas como integrantes de sua base política, para anunciar apoio ao candidato Flávio Bolsonaro.

O detalhe que mais chamou minha atenção foi que, nas imagens divulgadas do encontro, não consegui identificar sequer um vereador do município. Tampouco identifiquei a presença de sua esposa, Fiinha, que durante muito tempo representou um símbolo de união política e de defesa da vontade popular.

Seria apenas uma coincidência? Ou mais um sinal das profundas mudanças que estão acontecendo nos bastidores do poder municipal?

E a coisa não para por aí!

Segundo a programação anunciada, uma hora antes da carreata de apoio político, o prefeito Del participaria de um momento de oração e pregação na Praça da Bíblia, ao lado de pastores evangélicos identificados com a causa bolsonarista.

Nada contra a liberdade religiosa, muito menos contra o direito de qualquer cidadão manifestar suas preferências políticas. Afinal, ambos são direitos assegurados pela Constituição Federal.

Entretanto, quando religião e política partidária passam a dividir o mesmo palanque, cabe uma reflexão sobre os limites entre a fé, a representação institucional e os interesses eleitorais.


E SIMÕES FILHO PROMETE VIVER MAIS UM CAPÍTULO DESSE VERDADEIRO TEATRO POLÍTICO!

Amanhã, 17 de outubro, teremos na Praça Ernesto Simões uma espécie de versão simões-filhense do Criança Esperança, enquanto, praticamente no mesmo horário e a menos de 600 metros de distância, está prevista a concentração de militantes do Partido dos Trabalhadores para uma caminhada de apoio à reeleição do presidente Lula.



De um lado, os apoiadores de Flávio Bolsonaro. Do outro, os defensores de Luiz Inácio Lula da Silva.

Duas correntes políticas adversárias, duas mobilizações e uma cidade que parece ter se transformado em palco permanente das disputas nacionais.

O que mais preocupa não é a divergência política, algo perfeitamente natural numa democracia, mas a possibilidade de provocações, acirramento dos ânimos e eventuais confrontos entre militantes.

É importante destacar que a polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro, apontada por levantamentos eleitorais, não significa necessariamente um empate exato de 50% para cada candidato. Pesquisas precisam ser analisadas conforme seus números, metodologia, margem de erro e registro oficial.

MAS A GRANDE PERGUNTA CONTINUA SEM RESPOSTA:

O que pretende o prefeito Del com toda essa movimentação?

Consolidar sua liderança política? Demonstrar independência em relação ao ex-prefeito Dinha? Ou simplesmente ocupar um espaço de protagonismo nacional enquanto a política municipal atravessa um período de incertezas?

O prefeito precisa compreender que Simões Filho não pode continuar sendo tratada como um gigantesco tabuleiro de xadrez, onde as peças são movimentadas conforme as conveniências dos grupos que disputam o poder.

A cidade tem problemas reais, necessidades urgentes e uma população que espera respostas concretas de seus governantes.

Afinal, o povo elegeu um prefeito para administrar Simões Filho, e não para transformar a cidade em um campo de batalha entre lulistas e bolsonaristas.

E assim encerro mais uma das minhas Crônicas do Bom Velhinho, deixando uma reflexão:

15 DE OUTUBRO DE 2026: O DIA EM QUE DEL ENTROU PARA A HISTÓRIA. MAS SERÁ COMO UM GRANDE LÍDER POLÍTICO OU COMO MAIS UM PERSONAGEM DOS ABSURDOS DA POLÍTICA SIMÕES-FILHENSE?

O tempo, senhor da razão, dará a resposta.

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