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MEU POVO SIMÕES-FILHENSE, VAMOS FALAR DE TRANSPORTE SEM PAIXÃO???


Abro esta crônica de forma simples e direta. Para muitos, quando abordo essa temática, alguns dos meus mais ferozes algozes se alvoroçam, tentando transformar uma luta coletiva por direitos em uma questão pessoal.

Então, respondam-me:

O governo de Diógenes Tolentino (Dinha), ao longo dos últimos dez anos, reuniu em sua administração alguns dos maiores especialistas em transporte, trânsito e mobilidade urbana que já passaram por Simões Filho.

Posso citar os nomes, um por um! Todos, em algum momento, foram nomeados para ocupar cargos na administração municipal. Alguns, inclusive, ainda fazem parte do governo.

Entretanto, apesar de tantos especialistas, o Sistema de Transporte e Mobilidade Urbana de Simões Filho vive um verdadeiro caos. Ou melhor, simplesmente deixou de existir como um sistema organizado e eficiente!

E sabem por quê?

“DINHA, QUANDO NÃO MATA O INDIVÍDUO POLITICAMENTE, DEIXA SEQUELAS IRREPARÁVEIS!”

O mesmo ocorreu, politicamente, com os presidentes da Comissão Permanente do Poder Legislativo responsáveis pela temática.

O único que se salvou foi o vereador Jajai, ironicamente, aquele que, na minha avaliação, colocou a tampa do caixão do Sistema de Transporte e Mobilidade Urbana de Simões Filho.

Se estou sendo radical, é porque nossos homens públicos, políticos e todos aqueles que estão aí parecem não conhecer a realidade de Simões Filho. Ou será que existem outros interesses por trás de tanto silêncio?

Quando Dinha assumiu a administração municipal, em 2017, Simões Filho contava com uma frota de aproximadamente 60 micro-ônibus, segundo os dados que apresento, com menos de dez anos de uso, acessibilidade, bilhetagem eletrônica, horários definidos, operando das 3h às 24h, além de benefícios para idosos e estudantes.

Tudo isso amparado pelas diretrizes do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM), instituído pela Lei Municipal nº 995, sancionada em 26 de agosto de 2016.

Em 2018, foi sancionada a Lei Municipal nº 1.048/2018, com novas regras para o Sistema de Transporte.

Naquele mesmo ano, o Governo Federal sancionou a Lei nº 13.683/2018, que trouxe alterações importantes à legislação relacionada ao planejamento urbano e à mobilidade, ampliando as discussões sobre a integração dos sistemas de transporte.

Foi também elaborado e apresentado o Plano de Transporte Metropolitano de Simões Filho, que, conforme os registros mencionados, recebeu parecer favorável do Ministério Público.

Coincidentemente, naquele mesmo ano, Kátia Oliveira foi eleita deputada estadual. Na minha avaliação, caberia à representação política do município buscar o encaminhamento institucional da proposta, inclusive junto à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), observadas as competências legais.

E O QUE FOI FEITO?

Na prática, nada que representasse uma solução definitiva para o sofrimento da população simões-filhense!

O resultado está diante dos nossos olhos: um Sistema de Transporte e Mobilidade Urbana que, na minha avaliação, afronta princípios constitucionais e diretrizes estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro, pelo Estatuto da Cidade e pela legislação municipal.

Agora, dez anos após a sanção do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, chega o momento de enfrentar sua necessária revisão, conforme as exigências legais aplicáveis.

E o que deveria representar uma oportunidade de aperfeiçoamento das políticas públicas poderá significar, diante de tantos anos de omissão, a necessidade de reconstruir praticamente tudo do zero!

Enquanto isso, a população simões-filhense continua sofrendo com as dificuldades de deslocamento, a precariedade do transporte coletivo e os obstáculos ao exercício pleno do seu direito de ir e vir.

E tudo isso acontece em uma administração que se apresenta como continuidade de um projeto político, sustentando o discurso de que é preciso continuar para a cidade seguir avançando.

Mas eu pergunto:

AVANÇANDO PARA ONDE?

Como falar em desenvolvimento quando o trabalhador enfrenta dificuldades para chegar ao emprego?

Como falar em progresso quando estudantes, idosos e pessoas com deficiência não encontram um transporte público digno, acessível e eficiente?

Como falar em cidade moderna quando falta aquilo que é essencial para garantir a circulação de pessoas, o acesso aos serviços públicos e o funcionamento da economia?

Senhores governantes, vereadores e autoridades públicas, entendam de uma vez por todas:

NÃO EXISTE DESENVOLVIMENTO URBANO SEM MOBILIDADE!

NÃO EXISTE PROGRESSO SEM TRANSPORTE PÚBLICO EFICIENTE!

E NÃO EXISTE CIDADE AVANÇANDO QUANDO SUA POPULAÇÃO ENFRENTA DIFICULDADES PARA EXERCER O DIREITO DE IR E VIR!

Simões Filho não precisa de mais discursos, promessas ou especialistas ocupando cargos públicos sem apresentar resultados concretos.

SIMÕES FILHO PRECISA DE TRANSPORTE PÚBLICO, PLANEJAMENTO, RESPONSABILIDADE E RESPEITO À SUA POPULAÇÃO!

Porque uma cidade que não consegue transportar dignamente seu povo não pode se apresentar como exemplo de desenvolvimento.

E ESSA É UMA DISCUSSÃO QUE NÃO PODE MAIS SER ADIADA!

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