Meus nobres, inquietos e calejados leitores da cidade icônica dos absurdos, Simões Filho, onde tudo pode acontecer inclusive nada.
Tem coisas na política que nem Freud explica!
No último domingo, 25 de outubro, Lula conquistou nada menos que 74,15% dos votos válidos em Simões Filho, somando 54.248 eleitores. Uma vitória esmagadora, digna de uma comemoração histórica! E óbvio que os marquetero de fundo de quintal aproveitaram o evento e discursos acalentado no trio para lançar suas candidatas e candidatos a "Prefeito e Vereadores" como se a eleição fosse amanhã.
Mas cadê o povo?
Durante toda a semana, os organizadores convocaram a militância para comemorar a vitória do presidente reeleito. Era de se esperar uma verdadeira multidão tomando conta das ruas.
Entretanto, pelas imagens da comemoração, a impressão foi de um evento muito aquém da expectativa. Para quem esperava uma explosão de alegria, o resultado pareceu mais um fiasco de mobilmobilização momento mais curioso veio do próprio trio elétrico!
O cantor pede ao motorista: “Pisa!”
Ou seja, acelera esse caminhão!
Na ironia deste Bom Velhinho, parecia até que o artista estava dizendo: “Meu motorista, pelo amor de Deus, pisa nesse acelerador para acabar logo essa festa!”
Agora fica a pergunta que não quer calar:
Será que o povo que votou em Lula acordou? Será que está refletindo sobre a esperança depositada nas urnas? Ou simplesmente caiu a ficha de que vencer uma eleição não significa resolver os problemas da vida real?
Talvez a explicação seja mais simples: votar é uma coisa, sair de casa para festejar é outra completamente diferente.
Afinal, os boletos continuam chegando, o supermercado continua cobrando e as dificuldades do cotidiano não desaparecem com a vitória eleitoral.
Uma coisa é certa: as urnas deram uma vitória esmagadora a Lula, mas a comemoração retratada nas imagens não parece ter acompanhado o tamanho dessa votação.
E assim segue a política da nossa querida Simões Filho: entre o silêncio e a comemoração, o povo continua sendo o verdadeiro protagonista.
E o Bom Velhinho termina com uma pergunta:
Será que faltou povo para a festa ou sobrou realidade depois da eleição?
Porque, pelo visto, enquanto uns queriam comemorar, lá do trio alguém já pedia para o motorista pisar!
Crônicas do Bom Velhinho — Alberto de Avellar

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