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A GESTÃO DEL SOARES NÃO DA PARA ELOGIAR...

VAZOU! GESTORES ESCOLARES DE SIMÕES FILHO AMEAÇAM EXONERAÇÃO EM MASSA E, COBRAM VALORIZAÇÃO SALARIAL

Documento que circula solicitando assinaturas de gestores efetivos revela insatisfação com a Secretaria Municipal de Educação, comandada por Heliene Mota, e cobra providências urgentes do prefeito Del Soares.

SIMÕES FILHO (BA) | 30 DE OUTUBRO DE 2026

O clima nos bastidores da educação municipal de Simões Filho pode estar entrando em uma nova fase de tensão. Um documento intitulado “Manifesto de Insatisfação e Exigência de Valorização dos Gestores Escolares Efetivos”, que circula com solicitação de assinaturas, expõe o descontentamento de profissionais responsáveis pela administração das unidades escolares da rede municipal.

O manifesto é direcionado ao prefeito Devaldo Soares, o Del do Cristo Rei, e à secretária municipal de Educação, Heliene Mota. O conteúdo apresenta cobranças por equiparação salarial, reconhecimento profissional e uma manifestação que pode provocar repercussões na administração municipal: a intenção de solicitar exoneração coletiva das funções de gestão escolar.

A situação coloca novamente a Secretaria Municipal de Educação no centro das discussões sobre valorização dos profissionais do ensino público.

Gestores afirmam que chegaram ao limite

O documento apresenta críticas à ausência de uma solução concreta para as reivindicações salariais e ao que seus autores consideram falta de reconhecimento das responsabilidades assumidas diariamente pelos gestores.

Entre os trechos mais contundentes, destaca-se:

“Não queremos mais promessas: queremos a solução. Não queremos mais ser ignorados: exigimos que nossa reivindicação seja respeitada.”

Em outra passagem, o manifesto declara expressamente o desejo de exoneração em massa dos gestores escolares efetivos de suas funções de gestão.

A insatisfação descrita vai além da questão salarial. Os autores sustentam que a administração de uma unidade escolar exige competência técnica, dedicação e responsabilidades que precisam ser acompanhadas de reconhecimento profissional.

O documento também critica a realização de reuniões e discussões que, segundo seus autores, não resultaram em soluções efetivas.

Heliene Mota diante de mais um desafio na Educação

A secretária municipal de Educação, Heliene Mota, aparece como uma das principais destinatárias das reivindicações.

Caso o manifesto conquiste adesão significativa entre os gestores, a situação poderá representar um desafio para a condução administrativa da rede municipal.

Afinal, diretores e demais gestores escolares desempenham funções essenciais para a organização pedagógica, o acompanhamento dos professores, a execução de políticas educacionais e o funcionamento cotidiano das escolas.

Uma eventual saída coletiva desses profissionais de suas funções de gestão exigiria providências da Prefeitura para preservar a continuidade dos serviços educacionais.

Entretanto, é importante esclarecer que o documento apresentado ainda contém espaços destinados às assinaturas e não comprova, por si só, que os gestores tenham formalizado pedidos de exoneração ou que exista adesão coletiva confirmada.

Manifesto cita a legislação federal do Fundeb

Os autores também recorrem à Lei Federal nº 14.113/2020, que regulamenta o Fundeb, para fundamentar a importância da competência técnica e da responsabilidade na gestão escolar.

O artigo 14, parágrafo 1º, inciso I, da legislação estabelece critérios relacionados a mérito e desempenho para o provimento das funções de direção escolar, incluindo a possibilidade de participação da comunidade escolar na escolha entre candidatos previamente avaliados.

A legislação, contudo, não determina automaticamente a equiparação salarial reivindicada. A eventual implementação depende da análise das normas municipais aplicáveis, da estrutura remuneratória e dos requisitos legais e orçamentários. 

Prefeito Del terá que enfrentar a reivindicação?

A divulgação do documento levanta questionamentos sobre a política de valorização dos profissionais que ocupam funções de gestão na rede municipal.

O prefeito Del Soares, responsável pela condução da administração, poderá ter diante de si uma demanda que exige diálogo institucional, avaliação jurídica e definição de encaminhamentos.

A questão também envolve o papel da Câmara Municipal, especialmente se a solução salarial depender de alteração na legislação local.

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão os critérios atuais de remuneração, as diferenças salariais apontadas pelos profissionais, a quantidade de gestores envolvidos e a existência de propostas administrativas para solucionar o impasse.

O que acontecerá se os gestores entregarem seus cargos?

O ponto mais delicado do manifesto é a possibilidade de uma mobilização coletiva pela saída das funções de gestão.

É necessário distinguir a exoneração da função de direção escolar do desligamento do cargo efetivo de origem. O documento trata do desejo de deixar as funções de gestão, não de abandonar definitivamente os vínculos efetivos com o serviço público.

Se os pedidos forem formalizados, sua tramitação deverá observar as regras administrativas e legais aplicáveis ao município.

O impacto sobre as unidades escolares dependerá do número de adesões e das medidas que a Prefeitura eventualmente adotar.

A pergunta que não quer calar

Se os profissionais responsáveis pela administração das escolas estão manifestando tamanho descontentamento, como a gestão municipal pretende assegurar a estabilidade administrativa e pedagógica da rede?

Será que a secretária Heliene Mota conseguirá construir uma solução antes que o movimento avance para pedidos formais de exoneração?

E mais: o prefeito Del Soares estará disposto a rever a política remuneratória dos gestores escolares efetivos?

O manifesto coloca essas perguntas na mesa e exige respostas.

A educação pública não depende apenas de prédios reformados, equipamentos e investimentos materiais. Também depende da valorização dos profissionais que assumem a responsabilidade de fazer cada escola funcionar.

O documento revela um sinal de alerta. Resta saber se a Prefeitura de Simões Filho responderá às reivindicações antes que a insatisfação se transforme em uma crise administrativa de maiores proporções.

O outro lado

Até a elaboração desta matéria, não foi apresentada manifestação oficial da Secretaria Municipal de Educação ou do prefeito Del Soares sobre o conteúdo do documento. Também não foi possível confirmar o número de gestores que efetivamente aderiram à mobilização.

O espaço permanece aberto para esclarecimentos da secretária Heliene Mota, da Prefeitura e dos representantes dos gestores escolares.

O BOM VELHINHO PERGUNTA: Se a educação é uma das prioridades anunciadas pelo poder público, por que profissionais responsáveis pela administração das escolas afirmam precisar recorrer a um manifesto e à possibilidade de exoneração coletiva para exigir valorização?

Na educação, o reconhecimento profissional não pode ficar apenas no discurso. Precisa aparecer também nas decisões administrativas.

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