ELEIÇÕES 2026: MUITO DINHEIRO PÚBLICO, POUCOS RESULTADOS NAS URNAS?
Enquanto Eduardo Alencar conquistou a reeleição com R$ 228 mil declarados, candidaturas derrotadas receberam cifras muito superiores. Afinal, qual foi o retorno político de tanto dinheiro público?
As eleições de 2026 terminaram, mas deixaram uma pergunta que merece uma profunda reflexão do eleitor de Simões Filho: quanto dinheiro público foi destinado às campanhas eleitorais e quais resultados foram alcançados nas urnas?
Segundo os valores informados nas prestações de contas, a deputada Kátia Oliveira recebeu R$ 1.174.089,00, sendo R$ 1.159.920,00 provenientes do Fundo Eleitoral. Mesmo com esse volume de recursos, não conseguiu a reeleição.
Já no PSD, o deputado estadual Eduardo Alencar declarou o recebimento de R$ 228 mil, dos quais R$ 200 mil vieram do Fundo Eleitoral, e conquistou mais um mandato na Assembleia Legislativa da Bahia.
O caso que merece uma análise especial é o de Josy Almeida. A candidata a deputada federal pelo PSD recebeu R$ 500.300,00, sendo R$ 500 mil provenientes do Fundo Eleitoral, mas não conseguiu se eleger.
A pergunta é inevitável: quais critérios políticos e eleitorais justificaram um investimento de meio milhão de reais numa candidatura sem uma trajetória expressiva de mandatos eletivos ou resultados eleitorais anteriores conhecidos?
É importante destacar que a participação feminina na política deve ser incentivada e que a legislação estabelece regras para a destinação de recursos às candidaturas de mulheres. Entretanto, a política de incentivo à participação feminina não pode ficar imune ao debate sobre planejamento, critérios de distribuição e resultados eleitorais.
Somadas, as três candidaturas receberam R$ 1.902.389,00 em recursos declarados, dos quais R$ 1.859.920,00 vieram do Fundo Eleitoral.
Não se trata de afirmar que houve irregularidades. O recebimento de recursos eleitorais é previsto em lei. A questão é discutir a eficiência da distribuição do dinheiro público e a responsabilidade dos partidos perante a sociedade.
No final das contas, Eduardo Alencar conquistou a reeleição com uma estrutura financeira declarada muito menor do que a de candidaturas derrotadas.
E fica a reflexão do Bom Velhinho:
Se o dinheiro é público, o eleitor tem todo o direito de perguntar: quem decidiu distribuir esses recursos, quais foram os critérios e que resultados políticos justificam tamanho investimento?
Porque, depois que as urnas são fechadas, a eleição termina. Mas a obrigação de prestar contas ao povo continua.

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