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POBRE SIMÕES FILHO RICA!!!


Meus nobres, pensantes, calejados e inquietos leitores de Simões Filho, sem sombra de dúvida esta foi uma semana de intensa reflexão sobre uma metáfora analítica inspirada na antiga máxima carlista:

“Rouba, mas faz.”

Simões Filho é como uma órfã muito rica, que espera ansiosamente por um tutor capaz de cuidar dela e de seu povo, tão sofrido e carente de políticas públicas eficientes. No entanto, os tutores que por ela passaram, em vez de priorizarem o bem coletivo, parecem ter pensado apenas em si mesmos e em seus próprios interesses.

Três acontecimentos recentes reforçaram a tese de que o atual gestor, Devaldo Soares — o tutor provisório dessa órfã milionária chamada Simões Filho, detentora da sétima maior arrecadação do Estado da Bahia — encontra-se completamente perdido na administração dos bens públicos.

• A crise que se arrasta com a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores.

• A audiencia pública sobre Transporte e Saúde, sobre o transporte ficou se sabendo que não existe previsão de verba para mobilidade urbana que vive um caos e na Saúde que o hospital sequer tem a Licença de funcionamento da Vigilância Sanitária do Estado da Bahia.

• Os manifestos de populares e estudantes pelos pessimos servicos no hospital que esta levando pessoas a óbito.

Diante desse cenário, já circulam nos bastidores, ainda que de forma tímida, vozes defendendo o retorno do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha). Curiosamente, o mesmo personagem que, em diferentes momentos do debate político local, já recebeu os mais variados apelidos e adjetivos, passando de “querubim sem asas” a outras alcunhas carregadas de forte ironia, o "Inominável Adorador de dinheiro público e Poder".

É justamente nesse contexto que muitos associam a antiga máxima “Rouba, mas faz”, expressão frequentemente utilizada no imaginário popular para justificar administrações que, apesar de cercadas por denúncias, também realizaram obras ou investimentos públicos.

As críticas levantadas por opositores apontam para supostos desvios de recursos públicos e outras irregularidades que, segundo eles, alimentam um sentimento de impunidade. Daí nasce o velho questionamento que ecoa entre parte da população:

“A Justiça é cega ou Simões Filho foi esquecida pelas leis dos homens?”

Mas, deixando as ironias de lado, voltemos ao prefeito Devaldo “Perdidinho” Soares.

Houve um tempo em que ele era chamado de “Gigante do Cristo Rei”, principalmente quando era apresentado pelo então prefeito Dinha como seu sucessor político, sendo conduzido pelas ruas da cidade como símbolo da continuidade administrativa.

Entretanto, como nem tudo permanece igual, o ex-prefeito — a quem seus críticos costumam atribuir apelidos irônicos relacionados ao apego ao poder e ao dinheiro público — teria percebido que seu antigo pupilo começou a compreender que a caneta do poder agora está em suas próprias mãos, e não mais nas mãos de seu padrinho político.

Em outras palavras, o “Gigante do Cristo Rei” teria despertado e passado a disputar protagonismo com quem antes o conduzia.

E, como toda estratégia política costuma prever um plano B, surgem especulações de que o antigo grupo político não teria abandonado completamente o controle dos bastidores, buscando evidenciar as fragilidades do atual governo e ampliar o desgaste da gestão perante a opinião pública.

Segundo essas interpretações, até mesmo pessoas ligadas ao próprio Executivo estariam contribuindo, direta ou indiretamente, para fortalecer um discurso que começa a ganhar espaço:

“Volta, Dinha… Rouba, mas faz.”

Resta, então, uma última reflexão.

A pobre milionária chamada Simões Filho continuará esperando por administradores comprometidos com o interesse coletivo ou, em 2028, voltará a ser entregue — na visão crítica de seus opositores — a mais um grupo político acusado de colocar o poder e os recursos públicos acima das necessidades da população?

Essa é uma resposta que caberá, exclusivamente, ao eleitor.

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