Áudio atribuído ao vereador Genivaldo Lima relata possível erro grave no atendimento de uma paciente. Caso precisa ser esclarecido pela direção hospitalar, pela S3 e pela Secretaria Municipal de Saúde.
Um grave relato envolvendo o atendimento no Hospital Municipal de Simões Filho passou a circular nas redes sociais e exige esclarecimentos urgentes das autoridades responsáveis pela saúde pública do município.
Em um áudio atribuído ao vereador Genivaldo Lima, o parlamentar relata a morte da cunhada de um homem conhecido como “Neguinho da Litoral”. Segundo a narrativa divulgada, a paciente teria procurado o Hospital Municipal após passar mal.
Ainda conforme o relato do vereador — que precisa ser oficialmente apurado —, durante o atendimento a equipe médica teria levantado a hipótese de gravidez. Familiares teriam informado que a mulher não estaria grávida e que utilizava método contraceptivo.
O ponto mais grave da denúncia é a afirmação de que a paciente teria sido submetida a um procedimento cirúrgico e que, posteriormente, teria ocorrido uma forte hemorragia, culminando em sua morte.
As circunstâncias narradas são extremamente graves. Entretanto, não é possível afirmar, apenas com base no áudio divulgado nas redes sociais, que houve erro médico, negligência ou que o procedimento tenha provocado a morte da paciente. Isso dependerá da análise do prontuário, dos exames realizados, da indicação médica para a cirurgia, do relatório operatório e, principalmente, da causa oficialmente estabelecida para o óbito.
S3 E SECRETARIA DE SAÚDE PRECISAM DAR EXPLICAÇÕES
O episódio coloca novamente sob questionamento a assistência prestada no Hospital Municipal e exige manifestação da S3 Estratégia e Soluções em Saúde, entidade responsável pela administração de serviços municipais de saúde mediante contrato de elevado valor com o Município.
Quando milhões de reais dos cofres públicos são destinados à gestão da saúde, a população tem o direito de saber não apenas quanto está sendo pago, mas principalmente quais serviços estão sendo efetivamente prestados, quais profissionais estão disponíveis e quais mecanismos de fiscalização, controle de qualidade e segurança do paciente estão sendo adotados.
Também cabe à secretária municipal de Saúde, Thainá, prestar esclarecimentos públicos sobre o ocorrido e informar quais providências administrativas foram adotadas para apurar o atendimento prestado à paciente.
A Secretaria precisa responder, respeitando o sigilo médico e a privacidade da família: qual era o quadro clínico apresentado pela paciente? Quais exames foram realizados? Qual foi a indicação para o procedimento cirúrgico? Houve complicação durante ou depois da cirurgia? Foi instaurada sindicância? O óbito foi comunicado aos órgãos competentes para investigação?
CONTRATO MILIONÁRIO EXIGE FISCALIZAÇÃO
Existe ainda outra questão que merece atenção: como o Município fiscaliza o contrato mantido com a organização responsável pela gestão dos serviços?
Contrato público não pode significar simplesmente pagamento de faturas. É obrigação da administração verificar metas, indicadores, quantidade e qualidade dos atendimentos, disponibilidade das equipes, cumprimento das obrigações contratuais e resultados apresentados à população.
Se, conforme vem sendo questionado publicamente, determinados pagamentos são realizados de acordo com valores previamente contratados independentemente da utilização integral dos serviços, cabe ao Município demonstrar documentalmente como funciona a remuneração da entidade, quais parcelas são fixas ou variáveis e quais mecanismos impedem pagamento por serviços não executados.
Essa informação deve ser comprovada pelo contrato, seus aditivos, relatórios de fiscalização e prestações de contas — e não tratada como fato consumado sem documentação.
FAMÍLIA E POPULAÇÃO MERECEM RESPOSTAS
Uma mulher morreu. Existe uma família enlutada e existe uma denúncia pública extremamente séria.
Por isso, antes de transformar o episódio em disputa política, é necessário estabelecer os fatos.
A direção do Hospital Municipal, a S3, a Secretaria Municipal de Saúde e os órgãos responsáveis pela fiscalização precisam esclarecer exatamente o que aconteceu.
Caso a família entenda que houve irregularidade, poderá buscar a preservação do prontuário médico e dos demais documentos relacionados ao atendimento para que sejam submetidos às autoridades e aos órgãos profissionais competentes.
Não cabe antecipar uma condenação. Mas também não cabe silêncio diante de uma denúncia dessa gravidade.
A saúde pública de excelência não se comprova com propaganda.
Comprova-se com atendimento seguro, transparência, fiscalização, resultados e respeito à vida.
As Crônicas do Bom Velhinho deixam espaço aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Saúde de Simões Filho, da direção do Hospital Municipal e da S3 Estratégia e Soluções em Saúde. Havendo resposta oficial, ela deverá ser incorporada à matéria.

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