Vídeo que circula nas redes sociais mostra movimentação de máquinas no terreno onde deveria ser construída a nova rodoviária de Simões Filho; às vésperas de um novo período eleitoral, população deve cobrar explicações e evitar conclusões baseadas apenas em propaganda enganosas.
Em Simões Filho, a Rádio Peão News voltou a sintonizar as ondas que percorrem os corredores da política simões-filhense.
E desta vez o barulho não vem apenas dos corredores do poder. Vem também do ronco de máquinas que voltaram a aparecer no terreno onde deveria ser construída a nova rodoviária de Simões Filho.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma máquina trabalhando na área anteriormente terraplanada. Nas próprias imagens, o autor alerta para “propagandas enganosas” e afirma que a rodoviária estaria parada há mais de um ano.
E aí surge novamente uma pergunta que já ecoou no rádio:
ONDE ESTÁ O DINHEIRO DA RODOVIÁRIA?
Em vídeo que também circulou anteriormente, o radialista Ataíde Barbosa, do programa Panorama de Notícias, da Rádio Simões FM, levantou questionamentos sobre os recursos destinados ao projeto e cobrou esclarecimentos sobre a aplicação do dinheiro.
Segundo informações que vêm sendo divulgadas no debate público local, teria existido uma operação de crédito junto ao Banco do Brasil, na ordem de R$ 11 milhões, relacionada à implantação da rodoviária.
Aqui, entretanto, é necessário separar questionamento político de fato documental: para afirmar categoricamente que esses R$ 11 milhões foram efetivamente liberados, qual era sua destinação vinculada e como foram aplicados, é necessário confrontar contrato, extratos de desembolso, empenhos, pagamentos e prestação de contas.
Da mesma forma, a informação atribuída aos bastidores de que o ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) teria utilizado os recursos em “outras prioridades”, sob a justificativa de que o montante seria insuficiente para concluir a rodoviária, precisa ser apresentada como alegação a ser comprovada, e não como fato consumado.
É justamente aí que entra a cobrança legítima da sociedade:
Se o empréstimo foi contratado, quanto efetivamente entrou nos cofres municipais? Quanto foi gasto? Em quê? Quanto restou? E qual documento autoriza eventual mudança na aplicação desses recursos?
AS MÁQUINAS VOLTARAM. E A OBRA?
O vídeo recebido pelas Crônicas do Bom Velhinho mostra movimentação de máquina na área e reacende o debate porque acontece num momento em que o calendário político começa novamente a ganhar importância.
A Rádio Peão News, com sua conhecida antena ligada nos corredores da política, já escuta uma provocação:
“Será que agora a rodoviária finalmente vai sair do chão ou teremos apenas máquinas, poeira e fotografia?”
Existe ainda uma desconfiança política de que a movimentação possa ganhar intensidade durante o período eleitoral e desaparecer depois das urnas.
Mas atenção: isso é uma suspeita e uma leitura política, não um fato comprovado. Só o andamento físico da obra, os contratos, medições e pagamentos poderão demonstrar se estamos diante de uma retomada efetiva ou apenas de uma intervenção temporária no terreno.
ELEIÇÃO EXIGE AINDA MAIS ATENÇÃO
Com a proximidade das eleições de 2026 e a participação da deputada estadual Kátia Oliveira, esposa do ex-prefeito Diógenes Tolentino, na disputa eleitoral, qualquer utilização política da retomada da obra deve ser acompanhada com atenção.
O eleitor precisa separar obra pública, obrigação administrativa e propaganda eleitoral.
Máquina trabalhando não significa, por si só, rodoviária sendo construída.
Terraplanagem não é terminal pronto.
E promessa eleitoral não substitui prestação de contas.
Por isso, antes de qualquer conclusão — favorável ou contrária a qualquer candidato — o cidadão deve exigir documentos e resultados concretos.
A pergunta da Rádio Peão News permanece no ar:
DINHA, ONDE ESTÃO OS R$ 11 MILHÕES?
Se o dinheiro foi aplicado legalmente em outras finalidades, que sejam apresentados os documentos.
Se permanece disponível, que seja informado o saldo.
Se houve nova fonte de financiamento para a rodoviária, que a Prefeitura informe de onde veio, quanto será gasto e qual o prazo de conclusão.
E, principalmente, que se esclareça qual serviço essas máquinas estão executando agora no terreno e qual contrato está pagando por ele.
Porque dinheiro público não pertence a prefeito, ex-prefeito, deputado, vereador ou partido.
Pertence ao povo.
A Rádio Peão News continuará de antena ligada.
E desta vez não basta mostrar a máquina. É preciso mostrar os documentos.

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