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O PREFEITO DEL E SUA BOMBA RELÓGIO !!!




Há alguns dias, estive entrevistando o deputado Eduardo Alencar. É claro que, com sua larga experiência após quatro mandatos como prefeito de Simões Filho, ele possui bagagem para opinar sobre políticas públicas no município.

Dois pontos chamaram minha atenção durante a entrevista.

O primeiro foi sua declaração de que Simões Filho estaria ingovernável para qualquer gestor.

O segundo foi sua afirmação de que com dinheiro público federal não se brinca.

Como o Bom Velhinho adora “botar fogo no parquinho” e conhece como poucos os problemas institucionais de Simões Filho, comecei a investigar os portais da transparência, que, convenhamos, não são tão transparentes assim. Caso fossem, a cidade não estaria parecendo um queijo suíço, de ponta a ponta, e enfrentando tantos problemas nos serviços essenciais, como saúde, educação, infraestrutura, transporte urbano, entre outros.


Vejamos...

Para pagar os empréstimos deixado pelo ex-prefeito Diógenes Tolentino Oliveira (Dinha) com obras inacabadas ou mal feita como Rodoviária e AV.Jose Trindade Oliveira é necessário um mês de arrecadação do Município em um ano ou seja dos 12 meses 1 mês vai para os Bancos e fica 11 meses para cobrir as despesas do município.

São 17 secretarias, em sua maioria ocupadas por cargos políticos. Há um ou outro secretário com perfil técnico na área em que atua. Conforme informações disponíveis no Portal da Transparência, os salários mensais do prefeito, da vice-prefeita e dos secretários somam aproximadamente R$ 317 mil, o que representa cerca de R$ 3,7 milhões por ano.

Nem sequer estou incluindo nessa conta as superintendências, chefias de gabinete, demais cargos comissionados, aluguéis de imóveis e outras despesas administrativas. Somando tudo, o valor ultrapassaria facilmente R$ 6 milhões anuais. Em resumo, trata-se de uma verdadeira máquina de arrecadação de recursos públicos, na qual, ao que parece, apenas o dono da máquina é quem sai ganhando.

Quanto às obras realizadas com recursos federais e estaduais, basta lembrar as declarações do governador Jerônimo Rodrigues, que afirmou ter destinado mais de R$ 321 milhões para Simões Filho. A Embasa já iniciou a recuperação do asfalto e o fechamento de buracos após os reparos nas redes de água e esgoto. A obra de contenção na Estrada de Candeias está em fase final com recursos do PAC, do Governo Federal. Além disso, há investimentos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e creches.

Mas… sempre existe um “mas”.

O prefeito Del do Cristo Rei e sua máquina de comunicação costumam divulgar que foi ele quem assinou as ordens de serviço que trouxeram esses avanços ao município, ao lado de seu principal líder político, o ex-prefeito Diógenes Tolentino, atribuindo os investimentos às emendas parlamentares da deputada Kátia Oliveira e do deputado Paulo Azi.

Fica, então, a pergunta que não quer calar:

Essas emendas parlamentares vieram de onde? Os recursos saíram dos cofres do Governo Federal e do Governo do Estado, ou foram pagos com o salário da deputada Kátia Oliveira e do deputado Paulo Azi?

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