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FALTA 20 DIAS: E A REELEIÇÃO DE ITUS RAMOS ESTÁ AMEAÇADA.

 

Com o tabuleiro da política simões-filhense mais dividido do que caruru de Cosme e Damião na favela, o que parecia certo e alinhado para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Simões Filho começa a mudar de rumo.

O atual presidente, Itus Ramos, liderava a preferência com o apoio de 11 vereadores, todos jurando amor eterno entre tapas e beijos. Mas o bagulho virou!

E, pelo andar da carruagem, depois de dividirem o que já estava dividido, com o velho lápis e a tabuada de Seu Mauro, o Pequeno Gigante do Cristo Rei, que de besta não tem nada, conseguiu o inédito: agora temos três chapas.

E não são chapas tipo a dentadura de Ceará do Povo, não… São grandonas, como a do vereador Glauber!

Se, no passado recente, poderia se contar como certa uma única chapa, tendo praticamente garantida a reeleição do atual presidente Itus Ramos, agora o cenário é outro.

Itus vem se apresentando como um grande estadista, respeitando e pregando o princípio republicano:

“Do povo, para o povo e pelo povo.”

Tudo isso com ampla participação popular na vida pública.

Conforme alguns analistas do tabuleiro político local, o bagulho virou — e virou mesmo!

Itus Ramos tinha 11 contra 6 da chapa governista. Agora, segundo as articulações políticas em curso, estaria com 7 contra 9 da base governista, enquanto 1 vereador permanece em cima do muro, como pato em tiro ao alvo de circo.

E, pelo placar eletrônico, talvez não seja agora que terminará a era de quase uma década de forte influência do Poder Executivo sobre o Poder Legislativo.

Alguns fatores seriam predominantes nesse novo cenário.

Primeiro: Itus Ramos, conforme denúncia do “paparazzo tirado a blogueiro”, com direito a tapa na mesa ao melhor estilo Raimundo Varela, teria cortado o “chupa-molho” da galera dos veículos de comunicação.

E sem chupa-molho, com os dentes cravados na parede, o bicho pega! Se não sair o “bamba” urgente, urgentíssimo, o amor acaba…ou vem dobrado ou o bambu vai gemer.

O que, no passado, era considerado uma demonstração de fragilidade e falta de liderança do atual prefeito Devaldo Soares, que não conseguia sequer indicar uma chapa de sua preferência para presidir o Parlamento local, agora apresenta um cenário diferente, com dois nomes fortes.

Outro ponto é a fragmentação do grupo político do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha), que, atualmente, contaria com o apoio de apenas três vereadores.

Há ainda a possibilidade de um rompimento definitivo com o atual prefeito Del do Cristo Rei nas quebradas da noite de 4 de outubro, durante a contagem dos votos nas urnas.

Se isso acontecer, a tal “Arca da Aliança” vai para o espaço.

Por outro lado, uma eventual derrota de Itus Ramos em sua tentativa de reeleição também colocaria em discussão outra questão: até que ponto o Parlamento Municipal conseguiu, de fato, consolidar sua independência?

A expectativa de muitos era de uma Câmara forte, unida e coesa, com vereadores preocupados com o povo e com seus direitos constitucionais, enterrando de vez a chamada “Câmara do Amém”, expressão utilizada para caracterizar um Legislativo que simplesmente seguia a cartilha do Executivo, sem questionamentos e, principalmente, sem a devida fiscalização de suas ações.

Mas esse discurso ganhou um novo capítulo com a declaração emocionada do vereador Eri Costa:

“Não somos autores de projetos de lei e indicações; somos atores no espetáculo.”

Uma declaração que repercutiu e que pode servir como reflexão sobre o verdadeiro papel dos vereadores diante da população.

O povo sofrido de Simões Filho espera justamente isso: que a cidade realmente “passe pela Câmara”, com responsabilidade, fiscalização, independência e representatividade.

Porque, no final das contas, faltam apenas 20 dias.

E, na política simões-filhense, aquilo que ontem parecia uma eleição praticamente definida hoje já virou uma disputa imprevisível.

O placar mudou. O jogo virou. E a cadeira da Presidência da Câmara, que parecia ter dono, voltou para o centro do tabuleiro político.

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