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GENIVALDO LIMA BOTA FOGO NO PARQUINHO.



Na semana passada, o prefeito Devaldo Soares (Del do Cristo Rei) assinou a ordem de serviço para a construção da Creche do Barreiro, obra financiada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. Durante o evento, o discurso também acabou migrando para a já turbulenta disputa pela presidência da Câmara Municipal.

Na ocasião, o prefeito afirmou que teria existido um acordo político firmado com o ex-prefeito Dinha e vereadores para que o presidente da Câmara fosse o vereador Sid Serra.

Entretanto, durante a 19ª Sessão Ordinária, diversos vereadores utilizaram a tribuna para negar a existência desse suposto acordo. Segundo informações divulgadas por veículos de comunicação locais, o próprio ex-prefeito Dinha também teria negado essa versão em entrevista concedida a uma emissora de rádio.

Foi então que o vereador Genivaldo Lima, durante a palavra franqueada, elevou ainda mais a temperatura do debate político. Em discurso transmitido ao vivo pelo YouTube e pelo Instagram da Câmara, chamou o prefeito Del de mentiroso e afirmou que Sid Serra “sabia muito bem que esse acordo nunca existiu”. Em seguida, comparou o vereador ao personagem bíblico Judas Iscariotes, chamando-o de “Sid Iscariotes”, expressão que rapidamente repercutiu entre os presentes e nas redes sociais.

A partir desse momento, o clima no plenário tornou-se ainda mais acalorado. Vereadores que, até então, eram vistos como integrantes da base de apoio do governo passaram a fazer discursos contundentes, demonstrando insatisfação com os acontecimentos envolvendo a disputa pela Mesa Diretora.

Politicamente, a sessão deixou a impressão de que a relação entre Executivo e Legislativo atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Se antes o governo acreditava contar com ampla maioria na Câmara, os acontecimentos recentes podem indicar um cenário de desgaste político e de maior independência por parte de parcela significativa dos vereadores.

Agora, resta acompanhar os próximos capítulos.

Caso o ambiente de tensão permaneça, a tendência é que a fiscalização do Poder Legislativo sobre os atos do Executivo seja intensificada. Projetos, contratos, licitações, ordens de serviço e gastos públicos deverão receber atenção ainda maior dos parlamentares, elevando o nível do embate político nos próximos meses.

Como diz o velho ditado da política: quando o fogo começa no plenário, a fumaça costuma chegar rapidamente aos corredores do poder.

E, pelo visto, em Simões Filho, o parquinho está apenas começando a pegar fogo.

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