A política de Simões Filho nunca decepciona quem gosta de acompanhar os bastidores. E a velha Rádio Peão, que costuma ouvir o que é dito nos corredores e atrás das portas dos gabinetes, traz mais um capítulo dessa novela.
No final de 2024, uma fotografia circulou nas redes sociais mostrando um grupo unido sob um único slogan: “Pra Cima”.
Na imagem apareciam 19 vereadores, um prefeito, uma vice-prefeita, o então prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) e uma deputada estadual, todos transmitindo a ideia de que marchariam juntos por muitos anos.
Passados poucos meses da posse dos eleitos, a pergunta que ecoa nos corredores do poder é inevitável:
O que aconteceu com o grupo “Pra Cima”?
Segundo comentários que circulam nos bastidores políticos, dos 17 vereadores eleitos, oito já demonstrariam sinais de que não pretendem acompanhar a liderança da deputada estadual em sua futura campanha de reeleição.
Entre os nove restantes, a avaliação de muitos observadores é que parte ainda aguarda a definição da eleição da Mesa Diretora da Câmara antes de declarar posição política.
Outro fato que alimentou as conversas foi um recente evento político atribuído ao grupo. Apesar da expectativa de demonstração de força, apenas cinco vereadores compareceram, fato interpretado por alguns como um possível indicativo de desgaste interno.
Nos corredores da política, surgem diferentes explicações para esse cenário.
Há quem atribua o enfraquecimento do grupo à forma como foi estruturada a atual administração municipal. Comentários recorrentes apontam que grande parte das secretarias continua ocupada por nomes ligados ao governo anterior, incluindo aliados e familiares do ex-prefeito Diógenes Tolentino.
Também são frequentemente mencionadas investigações e denúncias envolvendo integrantes do antigo grupo político. Entre elas, cita-se o caso envolvendo Igor Oliveira, filho do ex-prefeito, que, segundo informações públicas, é investigado em procedimento relacionado a supostos desvios de recursos públicos. Como ocorre em qualquer investigação, a existência de um inquérito não representa condenação, e o caso deve seguir o devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
Nos bastidores, muitos também associam o desgaste às diversas denúncias e procedimentos envolvendo o ex-prefeito em órgãos de controle e investigação, temas que seguem sendo objeto de acompanhamento pelas autoridades competentes.
Enquanto isso, a velha Rádio Peão continua ouvindo as conversas dos corredores.
E deixa uma pergunta no ar para os próximos capítulos dessa novela política:
A busca por manter influência e ampliar espaços de poder acabou enfraquecendo justamente o grupo que pregava a unidade?
Ou, como dizem alguns observadores da política local:
“Quando a disputa pelo poder passa a falar mais alto que o projeto coletivo, o slogan permanece… mas o grupo começa a desaparecer.”
Rádio Peão News — Porque nos corredores do poder, o silêncio também costuma dar notícia.

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