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CONTRATO DE 8 MILHÕES DEIXA MUITAS PERGUNTAS???!


Meus nobres e atentos leitores de Simões Filho, quando o assunto é dinheiro público, o sinal vermelho da fiscalização precisa permanecer sempre aceso.

Depois das recentes revelações sobre o contrato milionário de mais de R$ 8 milhões para manutenção, reposição e modernização do sistema semafórico do município, um detalhe passou a chamar ainda mais atenção da população: com contrato assinado e ordem de serviço expedida, muitos moradores se perguntam: o que efetivamente mudou nos cruzamentos da cidade?

O contrato firmado com o Consórcio Semáforo Mineiros, empresa sediada em Goiás e criada poucos meses antes da assinatura do acordo, reacendeu o debate sobre planejamento, transparência e prioridades na aplicação dos recursos públicos.

A contratação não ocorreu por uma licitação própria aberta pelo município, mas através de uma adesão a uma Ata de Registro de Preços de outro estado, mecanismo conhecido como “carona”. Embora seja um procedimento previsto na administração pública quando cumpridos os requisitos legais, ele exige demonstração clara de vantagem, necessidade e compatibilidade dos valores.

E é exatamente aí que entram as perguntas que ecoam pelas ruas:

Quantos semáforos Simões Filho possui atualmente?

Qual estudo técnico apontou a necessidade de um contrato nesse valor?

Por que buscar uma empresa de outro estado para cuidar do trânsito municipal?

Quais serviços já foram executados desde a assinatura?

Existem medições e relatórios comprovando a realização dos trabalhos?

Nos bastidores da cidade, surge ainda outro questionamento: se já existe cobrança ou fatura encaminhada para pagamento, quais serviços foram apresentados como executados para justificar os valores?

A população não questiona a necessidade de melhorar o trânsito. Pelo contrário: uma cidade em crescimento precisa de mobilidade, segurança e tecnologia. A questão é simples: o investimento precisa aparecer na rua, no dia a dia do cidadão.

Depois de tantos debates envolvendo contratos públicos em Simões Filho, a sociedade quer clareza. Cada real aplicado precisa se transformar em benefício concreto para quem enfrenta engarrafamentos, vias problemáticas e dificuldades de mobilidade.

Será apenas mais um contrato administrativo dentro da normalidade ou mais um caso que precisará passar pela lupa dos órgãos de fiscalização?

Enquanto essa resposta não vem, o Bom Velhinho segue observando…

Porque na administração pública, quando envolve milhões, transparência nunca pode ficar no sinal amarelo.

Ela precisa estar sempre no verde.

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