Meus nobres pensantes e calejados leitores de Simões Filho… A política costuma ensinar que dinheiro público nunca anda sozinho. Sempre deixa rastros.
Os documentos oficiais mostram que a Prefeitura de Simões Filho mantém um contrato milionário de publicidade com a W4 Comunicação & Marketing Ltda num valor de R$ 1.594.712,37 para 2026. Em um dos processos de pagamento analisados, uma campanha institucional movimentou R$ 30 mil, sendo R$ 24 mil destinados à veiculação e R$ 6 mil referentes à remuneração da agência, conforme a documentação oficial. bahia no ar.pdf
No plano de mídia dessa campanha aparecem valores destinados ao Bahia no Ar e ao Pod Roque do radialista Roque Santos, totalizando os R$ 30 mil previstos para aquela ação.
Até aqui, não existe discussão: são documentos públicos.
O debate começa quando o cidadão observa duas realidades completamente diferentes.
De um lado, recursos públicos continuam financiando campanhas de comunicação institucional.
Do outro o Radialista e apresentador que no passado falava mal da gestão parece estar satisfeito com o seu ganho mensal para falar da câmara de vereadores e dos que se levantam contra a atual situação de abandono que vivem, e registram os moradores registram diariamente problemas nas ruas, reclamações sobre a saúde, transporte, infraestrutura e limpeza urbana, enquanto vereadores utilizam a tribuna para cobrar explicações da administração.
É justamente nesse cenário que surgem perguntas que merecem respostas claras.
Quais critérios são utilizados para escolher os veículos que recebem publicidade oficial?
Qual o volume total de recursos destinados a cada programa, site, rádio ou portal ao longo do contrato?
Quando um veículo de comunicação recebe recursos públicos para veicular publicidade institucional e, ao mesmo tempo, manifesta posições políticas favoráveis ou desfavoráveis a determinados agentes públicos, é natural que parte da população questione se há independência editorial. Essa dúvida não deve ser respondida com ataques pessoais, mas com transparência, prestação de contas e acesso às informações.
Enquanto isso, o contrato continua sendo executado e o empenho relacionado à publicidade alcança valores expressivos dentro da execução orçamentária de 2026. bahia no ar.pdf
Em uma democracia, a publicidade institucional deve informar a população sobre serviços públicos. Também é legítimo que a sociedade cobre transparência sobre quem recebe esses recursos e quais critérios orientam essa distribuição.
Porque, no fim das contas, quem paga essa conta não é a agência, não é o radialista e não é o prefeito.
É o contribuinte.
E o contribuinte tem o direito de saber não apenas quanto foi pago, mas quem recebeu, por qual serviço, com qual finalidade e quais resultados concretos foram entregues à população. A transparência fortalece o debate público e permite que os cidadãos formem suas próprias conclusões a partir dos documentos oficiais.


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