Por Alberto de Avellar - Meus nobres, inquietos e pensantes leitores de Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, podem ter absoluta certeza de uma coisa: o que estamos assistindo não passa de um grande espetáculo — digno de roteiro hollywoodiano — montado para distrair a opinião pública.
Enquanto a população é conduzida como plateia de um teatro político, nos bastidores se prepara o terreno para justificar mais um pedido de empréstimo milionário, destinado a custear obras inacabadas, mal planejadas e executadas com o dinheiro do povo. Obras que, aliás, parecem seguir o mesmo destino de empréstimos anteriores… que simplesmente sumiram no ralo da administração pública.
E como em todo grande espetáculo, é preciso criar personagens.
O mais novo “garoto-propaganda” produzido em laboratório experimental atende pelo nome de Walisson Silva Ramos, conhecido nas redes sociais como Alisson Ramos. Na prática, não passa de um personagem figurante que foi levado a acreditar que é o protagonista da peça.
Sua estreia pública se deu como uma espécie de dublê de influenciador digital, gravando vídeos e publicações agressivas contra o ex prefeito Dinha o Anjo querubim sem asa e adversários políticos e veículos de comunicação.
Com um discurso marcado por ataques e insultos, o personagem passou a se destacar ao desferir “pauladas virtuais”, como ele mesmo escreve em suas postagens, contra veículos de comunicação que possuem reconhecimento nas plataformas digitais, inclusive pelo grande número de acessos e visualizações registrados no Google e nas redes sociais.
O detalhe que chama atenção — e que merece investigação — é que o mesmo figura como Auxiliar Técnico da SEGOV (Secretaria de Governo), semianalfabeto que não sabe escrever um "O" com o fundo do copo com inúmeras queixas crimes inclusive contra as mulheres...
Ou seja: funcionário público na folha de pagamento do município.
Diante disso, fica a pergunta que ecoa pelas ruas da cidade: está a máquina pública sendo utilizada para financiar um verdadeiro “gabinete do ódio” local?
Alô, Ministério Público.
Seria extremamente oportuno investigar com profundidade a folha de pagamento da Prefeitura de Simões Filho, especialmente após o recadastramento que, segundo comentários de bastidores, teria identificado aproximadamente 1.200 funcionários fantasmas.
Mas a questão não se limita a ataques virtuais.
A estratégia parece muito mais ampla e perigosa.
Trata-se de uma tentativa sistemática de descredibilizar, intimidar e até colocar em risco a vida de profissionais da imprensa, ao acusá-los de envolvimento com crime organizado ou rotulá-los de “X9” em redes sociais.
Esse tipo de discurso irresponsável não atinge apenas jornalistas.
Ele expõe famílias inteiras ao perigo, envolvendo filhos, netos e até bisnetos em uma narrativa criminosa que pode gerar consequências imprevisíveis.
Tudo indica que existe uma engrenagem muito maior em funcionamento.
Uma estrutura montada para desestabilizar veículos independentes e impedir a divulgação de matérias que possam ser negativas para a atual administração, vendida ao eleitorado como o governo do “Homem do Novo Tempo”, mas que, na prática, parece repetir velhas práticas políticas.
Após 15 meses de gestão, o que se observa é um governo que muitos já classificam como uma mera continuidade de poder, uma espécie de governo transitório — de Dinha para Dinha.
E o roteiro parece claro:
manter o controle da máquina pública hoje para preparar o retorno triunfal em 2028, com o velho discurso de sempre — o da volta do suposto “salvador da pátria”.
Enquanto isso, a democracia local segue sendo testada diariamente.
Porque quando funcionários públicos são utilizados para atacar adversários, destruir reputações e intimidar a imprensa, não estamos diante de comunicação institucional.
Estamos diante de algo muito mais preocupante: o uso da máquina pública para perseguir quem ousa pensar, questionar e denunciar.
E, meus nobres leitores, quando a imprensa passa a incomodar tanto assim, geralmente é porque está fazendo exatamente aquilo que deveria fazer: revelar aquilo que alguns prefeririam esconder

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