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ALÔ MINISTERIO PÚBLICO: O HOMEM DO.NOVO TEMPO COM VELHAS PRATICAS !!@



Por Alberto de Avellar – Meus nobres e inquietos leitores de Simões Filho, a cidade onde os absurdos parecem brotar nas páginas do Diário Oficial, eis que surge mais um capítulo curioso da gestão municipal.

Publicada no Diário Oficial desta semana, a Lei Complementar nº 002/2026, sancionada pelo prefeito Devaldo Soares (Del), cria uma nova secretaria e uma série de cargos comissionados dentro da estrutura da Prefeitura.

Até aí poderia parecer apenas uma reorganização administrativa.

Mas o detalhe que chama atenção é o timing político da medida.

Estamos em ano eleitoral.

E justamente neste momento surge a criação de diversos cargos de confiança, entre secretários, subsecretários, diretores, coordenadores, gerentes, assessores e assistentes — todos de livre nomeação política.

Na prática, estamos falando da ampliação da máquina pública municipal em um momento extremamente sensível do calendário político.

REQUISITOS QUE CHAMAM ATENÇÃO. 

Outro ponto curioso na nova lei é o nível de exigência para ocupar alguns cargos.

Diversos cargos criados exigem apenas: idade mínima de 18 anos e ensino médio completo

Ou seja, a administração de políticas públicas complexas — como agricultura, abastecimento, programas rurais e projetos estratégicos — pode ser exercida por cargos com exigência mínima de qualificação técnica.

Enquanto isso, para um jovem ingressar no serviço público por concurso público, as exigências costumam ser muito maiores, com provas, critérios técnicos e formação específica.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

E aí surge a pergunta que ecoa nas ruas da cidade: A quem interessa essa expansão de cargos justamente agora?

Nos bastidores da política local, não é segredo para ninguém que o prefeito Devaldo Soares já declarou apoio a deputados estaduais e federais nas próximas eleições.

Entre os nomes diretamente beneficiados nesse tabuleiro político aparece a deputada estadual Kátia Cristina Oliveira, esposa do ex-prefeito conhecido nas crônicas como “o Querubim sem asas”.

Em política, ninguém é ingênuo.

Cargos comissionados significam estrutura política, base eleitoral e fidelização de apoios.

Em outras palavras: máquina pública funcionando como engrenagem eleitoral.

ALÔ MINISTÉRIO PÚBLICO.

Por isso fica aqui um chamado público:

Alô Ministério Público Estadual.

Alô Ministério Público Eleitoral.

Cabe aos órgãos de fiscalização observar com atenção: a criação de cargos públicos em ano eleitoral, o possível uso da estrutura administrativa para fins político, e eventuais benefícios indiretos a grupos ou candidaturas apoiadas pelo governo municipal

Porque uma coisa é reorganizar a administração.

Outra bem diferente é transformar a prefeitura em um grande comitê eleitoral financiado com dinheiro público.

E como sempre digo aos meus nobres leitores: Em Simões Filho — a cidade icônica dos absurdos — o Diário Oficial muitas vezes fala mais alto que os discursos políticos.

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