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EDUCAÇÃO: CARGOS MILITARES LEVANTAM SUSPEITA EM ANO ELEITORAL !!!

SIMÕES FILHO: CARGOS MILITARES NA EDUCAÇÃO EM PLENO ANO ELEITORAL LEVANTAM SUSPEITA DE MANOBRA POLÍTICA E POSSÍVEL AFRONTA AO CONCURSO PÚBLICO.


A Prefeitura de Simões Filho publicou no Diário Oficial a criação de novos cargos comissionados dentro da estrutura escolar:

Diretor de Disciplina Militar – R$ 6.000,00

Coordenador de Disciplina Militar – R$ 4.800,00

Tutor de Disciplina Militar – R$ 3.450,00

Exigência mínima: Ensino médio completo e militar da reserva.

Nenhuma exigência de licenciatura.

Nenhuma exigência de pedagogia.

Nenhum concurso público.

E tudo isso dentro da estrutura de gestão escolar.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Desde quando gestão escolar pode ser exercida por indicação política sem formação pedagógica?

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é clara ao estabelecer que funções de administração e supervisão educacional devem ser exercidas por profissionais da educação com formação adequada.

Se as atribuições publicadas incluem:

Atuar na gestão da unidade escolar

Coordenar execução de proposta disciplinar

Zelar por normas educacionais

Então estamos falando de atuação dentro da engrenagem pedagógica da escola.

E isso não é detalhe técnico.

Isso é núcleo da gestão educacional.

CARGOS COMISSIONADOS OU ATALHO POLÍTICO?

A Constituição Federal determina:

Ingresso no serviço público via concurso (art. 37, II)

Gestão democrática do ensino (art. 206)

Cargos comissionados são exceção.

Devem se limitar a funções de direção, chefia e assessoramento.

Mas quando esses cargos passam a ocupar espaços estruturais permanentes da escola, surge a dúvida:

Estamos diante de uma política educacional ou de uma engenharia eleitoral?

Criar cargos de indicação política em período eleitoral, dentro da educação, sem processo seletivo e sem exigência de formação pedagógica, inevitavelmente levanta suspeitas.

E O ESTATUTO DO MAGISTÉRIO?

Se o Estatuto do Magistério de Simões Filho estabelece que funções de direção e coordenação escolar são privativas de profissionais da carreira, pode haver conflito direto com a legislação municipal.

A pergunta é objetiva:

Esses cargos substituem funções que deveriam ser exercidas por servidores concursados?

Se sim, pode haver afronta ao princípio do concurso público.

APLB SIMÕES FILHO: SILÊNCIO OU POSIÇÃO?

A categoria aguarda manifestação da:

APLB Sindicato – Núcleo de Simões Filho.

O sindicato representante dos trabalhadores em educação precisa responder:

Houve diálogo com a categoria?

O Estatuto do Magistério foi respeitado?

A criação desses cargos não enfraquece a carreira docente?

Haverá providência jurídica?

A base quer saber.

O QUE ESTÁ EM JOGO

Não se trata de militarização ou disciplina.

Trata-se de:

Legalidade

Concurso público

Respeito à carreira do magistério

Transparência no uso do dinheiro público

A educação pública não pode se transformar em moeda de acomodação política.

Se a intenção é melhorar a disciplina escolar, que se apresente estudo técnico, plano pedagógico, diálogo com professores e base legal clara.

Caso contrário, o que parece inovação pode ser apenas aparelhamento.

A sociedade precisa de respostas.

A educação não pode ser loteada.

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