Por Alberto de Avellar — A novela da saúde municipal de Simões Filho ganhou mais um capítulo.
A saída da FABAMED da gestão do hospital e do ambulatório veio acompanhada de carta aberta, contas pendentes e muitas perguntas.
A fundação afirma que não recebeu repasses suficientes, que houve saldo contratual e reajustes não pagos — em resumo, alega calote na Administração do ex-prefeito Dinha foi ele que assinou os contratos 2019 e 2023.
Do outro lado, a Prefeitura ainda precisa explicar: houve atraso? Qual o valor? Por que demorou tanto? Onde estão os relatórios? E principalmente onde foi para o dinheiro !!!
Mas a crítica não pode parar só no município. Durante a gestão da FABAMED também houve reclamações de estrutura precária, falta de insumos, problemas no atendimento e críticas internas de profissionais.
O problema maior parece ser o modelo: o hospital vira contrato, aditivo e disputa financeira — e o paciente vira figurante.
Se havia milhões em contratos, por que continuam infiltrações, equipamentos velhos, filas na regulação e insegurança para profissionais?
A saída da empresa não é só troca de gestão. É mais um retrato de um sistema que vive em crise permanente.
Porque em Simões Filho, a emergência nunca é só médica.
É administrativa.

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