Ad Code

Responsive Advertisement

UMA IMAGEM FALA MUITO: SERÁ QUE DINHA, KÁTIA E PAULO AZI DANÇARAM???

Por Alberto de Avellar – Crônicas do Bom Velhinho da... -  Semana cheia de novidades e decepções. Pelo que tudo indica, Del, o homem do “Novo Tempo”, resolveu mexer no tabuleiro da política de Simões Filho e pode acabar esbarrando na temida Lei da Fidelidade Partidária.

Em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, até o silêncio fala. E, quando fala, grita.

A noite foi de discursos afinados, sorrisos largos, fotos calculadas e frases ensaiadas — daquelas que cabem perfeitamente em releases oficiais e vídeos de redes sociais. Mas, como ensina a Rádio Peão, o diabo mora nos detalhes. E o Bom Velhinho também.

O governador Jerônimo Rodrigues abriu a noite com palavras doces, exaltando a “importância estratégica” de Simões Filho, deixando claro que não se tratava de uma simples “lista de pedidos”, mas de temas “estruturantes”. Tudo muito bonito. Muito institucional. Muito correto.

O deputado federal Cláudio Cajado, habilidoso como sempre, agradeceu, alinhavou a parceria tripla — município, Estado e União — e reforçou o discurso da governança moderna, aquela que fala em povo, políticas públicas e futuro.

O prefeito Del, o pequeno gigante do Cristo Rei, encerrou a sinfonia com gratidão, abraços e promessas. Disse que a reunião foi produtiva, que ações virão, que o povo será beneficiado. Disse tudo…

menos o nome do governador.

Sim, meus nada inocentes leitores: Del chamou apenas de “governador”.

Nada de Jerônimo Rodrigues.

Nada de personalizar o aliado.

Nada de assumir lado.

E aí, a Rádio Peão — aquela que não dorme, não cochila e não acredita em coincidências — levantou a sobrancelha.

Porque, não faz muitos dias, o mesmo prefeito Del dividia palanque, elogios e afagos com ACM Neto, citado nominalmente como “modelo de gestão”. Ao lado dele estavam Paulo Azi, o ex-prefeito Dinha Tolentino (mentor, fiador e operador político do projeto) e a deputada estadual Kátia Oliveira, que recebeu compromisso público de apoio à sua reeleição.

E agora?

Del é Jerônimo ou ACM?

Apoia o PT do governador ou o “modelo” do União Brasil?

Vai com Paulo Azi e Kátia Oliveira ou com Cláudio Cajado?

Ou estaria o prefeito orando em silêncio para lançar Fiinha, a primeira-dama, como deputada estadual, enquanto Cajado articula Brasília e o governador recebe apenas sorrisos protocolares?

As perguntas são muitas. As respostas, nenhuma.

O que se vê é um prefeito tentando dançar conforme a música — mas com dois DJs tocando ritmos opostos. Um na esquerda institucional, outro na direita eleitoral. Um olhando para Salvador e Brasília. Outro olhando para 2026… e para os tribunais.

E aqui chegamos ao ponto sensível, aquele que ninguém menciona nos discursos, mas que ecoa nos corredores do poder:

Será tudo isso apenas uma encenação bem ensaiada para enganar o governador?

Uma tentativa de ganhar tempo enquanto dormem — ou não — os processos de Abuso de Poder e Cota de Gênero no TSE?

Ou uma jogada calculada para suavizar caminhos e aprovar contas no TCM?

Em Simões Filho, meus caros, nada é por acaso.

Quando um prefeito não diz o nome do governador, ele está dizendo muita coisa.

Quando abraça todos, pode ser que não esteja com ninguém.

E quando promete tudo, talvez esteja apenas ganhando tempo.

O povo observa.

A Rádio Peão anota.

E o Bom Velhinho escreve.

Porque, no final das contas, resta a pergunta que não quer calar:

Quem é, afinal, o verdadeiro aliado de Del?

O governador Jerônimo?

O “modelo” ACM Neto?

Ou apenas o espelho, olhando para si mesmo?

Seguimos atentos. Porque aqui, meus amigos,

a política é uma peça — e o último ato ainda não foi escrito.

Postar um comentário

0 Comentários