Por Alberto de Avellar -Não é necessário ser um grande analista, cientista político ou cronista para compreender o atual tabuleiro político de Simões Filho após a visita considerada histórica do prefeito Devaldo Soares — o Del do Cristo Rei (União Brasil) — ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O encontro simbolizou o fim de uma guerra política travada há mais de nove anos com o Governo do Estado, conflito que teve início ainda no episódio da Policlínica e que sempre teve como maestro, nos bastidores, o ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha.
Em uma única cartada, Del, o homem do “Novo Tempo”, com diplomacia e leitura estratégica do momento, conseguiu reverter o conflito e, de quebra, caiu finalmente nas graças da aceitação e da opinião pública. Como bônus extra, parte da imprensa — antes desconfiada — começa a se mostrar favorável às suas ações e ao discurso de integração a esse tal “Novo Tempo”.
Mudança de rumo: Del dá nó tático e desmonta o tabuleiro do ex-prefeito Dinha
A trajetória política do prefeito Del começa a mudar de rumo — e não é por acaso. Nos bastidores do poder, o comentário é uníssono: o pequeno gigante do Cristo Rei resolveu dar um nó tático no ex-prefeito, redesenhando o tabuleiro da política de Simões Filho com movimentos calculados e objetivos bem definidos.
Ao se aproximar do Governo do Estado, Del sinaliza que pretende romper com a velha dependência política e abrir caminho para novos investimentos estruturantes no município. A estratégia é simples no discurso, mas ousada na prática: trocar alianças, oxigenar a máquina pública e deixar claro que o comando agora tem outro dono.
E é justamente aí que a Rádio Peão começa a captar os sinais mais ruidosos.
Corre solto nos corredores do Paço Municipal que 11 secretários serão exonerados, com uma primeira leva de sete nomes já com exonerações prontas, aguardando apenas a publicação oficial no Diário. Na lista principal estariam:
• Gabriel – SEINFRA
• Iridan Brasileiro – Saúde
• Heliene Mota – SEMED
• Pedro da Kombi – SEMOB
• Everton Paim – SEDEC
• Everton das Placas – SEDUR
• Denison Santana – Meio Ambiente
Mas o banco de reservas também está cheio — e ninguém ali pode se considerar seguro. Na chamada lista de espera, figuram:
• Simone Costa – Administração
• Neco – SESP
• Roberto – SEFAZ
• Igor Tolentino – Esporte
Parafraseando o futebol — porque política em Simões Filho sempre foi um clássico mal jogado — o nó foi tático, mas os dribles foram de craque: elástico, caneta, puxeta e até aquele drible desconcertante que deixa o adversário olhando para o nada.
Del aplicou tudo isso em cima de quem acreditou que poderia enganar a Deus… e o povo.
Se vai dar gol ou terminar em bola na trave, ainda é cedo para cravar. Mas uma coisa é certa: o jogo mudou, o esquema também — e a Rádio Peão segue atenta, ouvindo atrás das portas, anotando cada passo e esperando o apito final.
Porque, em Simões Filho, quando o silêncio fala… é porque a queda já começou.

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