Por Alberto de Avellar – Em Simões Filho, a cidade icônica dos absurdos, até o WhatsApp perdeu a paciência, prefeito é Constitucionalmente eleito pelo povo, para ser gestor conforme determina a Constituição em seu art. 37, "não forte cabo eleitoral".
E quando as redes sociais e grupos de whatssap perdem a paciencia, meu amigo, vira púlpito, confessionário, ringue de boxe e sessão de descarrego… tudo ao mesmo tempo.
Nas madrugadas eternas das 24h00, 365 dias do ano, o debate político virou maratona olímpica de áudio, texto, indignação seletiva e santidade improvisada.
-De um lado, o Bom Velhinho — esse velho conhecido que escreve, pesquisa, estuda, publica, trabalha ouvindo reggae, conectado por fibra ótica de 500 megas e, com selo de veracidade e reconhecido, carimbado em cartório celestial nas estrelas do roll da fama pelo Google.
Do outro, Jairo Conceição, conhecido como picolé Magnus do Site Vamos Adiante — o fiscal do título, o guardião da manchete, o auditor do verbo alheio, sempre pronto a apontar o erro… desde que seja no texto do outro.
O clima esquentou. O picolé Magnum derreteu.
E quando derrete, não pinga chocolate — pinga acusação, exorcismo verbal e decreto espiritual de afastamento:
“Tá repreendido em nome de Jesus!”,
“Espírito ruim!”,
“Acordo do diabo!”,
“Sai da minha alma!”.
A política local nunca foi tão mística.
O ponto alto do espetáculo veio com a discussão filosófica da semana:
Quem chamou o prefeito de cabo eleitoral?
Segundo o Bom Velhinho, não foi ele.
Foi a manchete.
E segundo a manchete, foi quem escreveu.
E segundo o WhatsApp, a culpa é sempre do outro — regra básica da comunicação simõesfilhense.
Enquanto isso, o Mercado Municipal segue sendo o verdadeiro parlamento, a Rádio Peão continua transmitindo em ondas invisíveis e o povo, esse sim, trabalha de verdade tentando entender quem é jornalista, quem é militante, quem é navegador de grupo e quem é apenas mais um comentarista profissional da vida alheia.
No fim das contas, ficou claro:
– Um escreve demais.
– Outro reclama demais.
– E Simões Filho continua sendo esse reality show político onde até o silêncio apanha.
Moral da crônica?
Quando o debate acaba, o áudio começa.
Quando o argumento some, o título vira crime.
E quando o picolé Magnum pega ar…
não sobra nem o palito.

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