Por Alberto de Avellar – O Bom Velhinho avisou.
Não foi por sonho, não foi por profecia bíblica, foi pela velha e infalível Rádio Peão, aquela que cochicha antes da foto oficial e grita depois do cafezinho.
O encontro do prefeito Del do Cristo Rei com o governador Jerônimo Rodrigues não caiu do céu nem foi mero protocolo institucional. Agenda oficial, sim. Foto bonita, bandeiras na mesa, discurso ensaiado. Mas política, meu amigo, nunca anda sozinha.
E a pergunta que ecoa pelos corredores acarpetados do poder é simples e indigesta:
Del vai apoiar Jerônimo?
Porque, sejamos honestos com o povo da Terra Boa:
– Duplicação da Avenida Elmo Serejo Farias;
– Hospital Estadual às margens da BA-093;
– VLT ligando esperança ao papel timbrado.
Nada disso acontece só com aperto de mão, sorriso para a câmera e nota no site oficial. Sem apoio político real, essas promessas viram maquete de campanha e PowerPoint de gaveta.
Mas o que realmente chamou a atenção do Bom Velhinho — e da plateia mais atenta — não foi o discurso institucional. Foi quem estava sentado na comitiva.
Porque não se leva Nilton Novais e Jomar Paraki para uma agenda meramente burocrática. Empresário não pega estrada só para bater palma. Empresário fareja vento político, lê cenário e aposta onde enxerga futuro.
E aí o filme muda de gênero.
A presença deles sinaliza que o encontro foi além do institucional. Há cheiro de rearranjo, de realinhamento, de “novo tempo” sendo testado no termômetro do poder estadual.
A pergunta que corre solta nos bastidores é ainda mais pesada:
Del vai romper com Dinha e com a deputada Kátia Oliveira?
Vai abandonar o passado para negociar o futuro?
Afinal, política não é sobre fidelidade eterna, é sobre sobrevivência. E o vento que sopra hoje vem do Palácio de Ondina alinhado a Brasília, ao governo Lula e ao projeto de Jerônimo.
O Bom Velhinho não afirma — mas também não duvida.
Quando obras estruturantes entram na pauta, ninguém joga sozinho. E quando empresários acompanham prefeito em agenda estadual, não é passeio turístico, é leitura de mapa.
Se essa será a nova aliança para um “novo tempo”, só o Diário Oficial e o calendário eleitoral dirão. Mas uma coisa é certa:
Não foi só uma visita.
Não foi só institucional.
E quem entendeu, entendeu.
A Rádio Peão segue de plantão.
O Bom Velhinho segue observando.
E o povo… paga a conta e espera que, dessa vez, a promessa saia do papel.

0 Comentários