Por Alberto de Avellar - Contrato de R$ 144 milhões: Jackson Bomfim diz que Iridan pediu para sair e se recusou a assinar os contratos milionários da saúde.
Enquanto a gestão municipal tenta empurrar versões oficiais goela abaixo da população, a verdade insiste em bater à porta — e desta vez veio pela voz de quem conhece a máquina pública por dentro.
Durante participação em podcast Podpensar investigativo, o ex-vereador e professor de História Jackson Bomfim foi direto, reto e sem rodeios ao comentar a saída da então secretária municipal de Saúde, Iridan Brasileiro. Segundo Jackson, Iridan não foi exonerada: ela pediu para sair, protocolando pedido irrevogável de exoneração.
E o motivo?
Nada menos que a recusa em assinar contratos que, somados, ultrapassam R$ 144 milhões, envolvendo duas empresas diferentes, com o mesmo objeto: a gestão do Hospital Municipal de Simões Filho e do Ambulatório Sérgio Macedo.
“Ela não quis colocar a assinatura dela nesse contrato”, cravou Jackson.
Contratos sob suspeita.
Os números são públicos. Os dados são oficiais. E o espanto é coletivo. Dois contratos, dois CNPJs, o mesmo serviço, e um montante que compromete mais de R$ 145 milhões em recursos da saúde por dois anos. Para Jackson, a decisão de Iridan foi técnica, ética e política — um gesto raro em tempos de canetas nervosas.
Tentaram colocar Jackson contra a parede…
Segundo internautas que acompanharam o episódio, Eddy Carvalho e Wilson Cardoso, os entrevistadores, acreditaram que colocariam Jackson contra a parede. Erro de cálculo.
Quem ouviu garante: “Jackson colocou os dois no bolso”. Com dados, memória histórica e leitura política fina, ele conduziu o debate e levantou suspeitas legítimas sobre a lógica desses contratos.
Rompimento político?
Jackson não compra essa tese...
Ao ser provocado sobre um possível rompimento entre o prefeito Del do Cristo Rei e o ex-prefeito Diógenes Tolentino, Jackson foi categórico: não acredita em rompimento algum.
E para ilustrar, citou a Bíblia:
“Um servo não pode servir a dois senhores.”
Na leitura de Jackson, o prefeito não romperá com o grupo do ex-prefeito e, por consequência, não apoiará o governador Jerônimo Rodrigues. O caminho estaria traçado: apoio à deputada estadual, esposa do ex-prefeito, mantendo a fidelidade política — ainda que isso custe alianças maiores no estado.
Perguntas que seguem sem resposta.
• Por que dois contratos milionários para o mesmo objeto?
• Por que a pressa em assinar valores tão elevados no apagar das luzes do ano?
• Quem ganha e quem perde com esse modelo de gestão da saúde?
• E, principalmente: por que uma secretária preferiu sair a assinar?
E enquanto isso, o povo sofre
Enquanto milhões são empenhados e contratos são celebrados, a população enfrenta um serviço de saúde de péssima qualidade: filas intermináveis, falta de médicos, exames que nunca chegam, atendimento precário e um hospital que não entrega o mínimo esperado.
A distância entre os números oficiais e a realidade vivida pelo povo é gritante.
A pergunta que não quer calar: onde está indo o dinheiro da saúde pública de Simões Filho?
Porque quando os recursos são vultosos e o serviço continua ruim, o problema não é falta de verba — é falta de transparência, de gestão e de respeito com a população.
E disso, o Bom Velhinho não se cala.
O Bom Velhinho avisa
Quando uma gestora prefere deixar o cargo a assinar contratos dessa magnitude, o problema não é pessoal — é estrutural.
E quando a política tenta vender rompimentos que não existem, o povo precisa ligar o radar.
A saúde de Simões Filho custa caro. Mas custa ainda mais caro quando falta transparência.

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