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DENÚNCIA GRAVE: YAHWER SHAMMAH OU SEMANA DA CULTURA GOSPEL ???



As Crônica do Bom Velhinho – Se deparou no decorrer da semana com esta "Denucia Gravíssima" nas redes sociais, tivemos o cuidado de não citar nomes e tentamos entrar em contato com o ente público para esclarecimento antes da publicação da matéria, sem êxito.

Em Simões Filho, parece que a fé continua sendo usada como cortina de fumaça. Às vésperas da chamada Semana da Cultura Gospel, marcada para ocorrer entre 25 e 31 de janeiro, o que se vê não é louvor, mas uma sucessão de silêncios administrativos, falta de transparência e velhas práticas que insistem em se repetir.

O evento está acontecendo, mas até agora não há clareza alguma sobre as contratações de bandas nacionais, regionais e, principalmente, locais. Mais uma vez, o nome que surge nos bastidores é o mesmo de sempre: SERQUIP Eventos — empresa que, ao que tudo indica, segue operando em Simões Filho com liberdade absoluta e fiscalização zero.

Estamos falando de um evento com sete dias de duração e cerca de 15 artistas nacionais, muitos deles com cachês que ultrapassam facilmente a casa dos R$ 100 mil. Diante disso, surgem perguntas que ecoam pelas ruas, igrejas e bastidores culturais da cidade — mas que não encontram resposta oficial.

Houve licitação para a contratação da SERQUIP Eventos?

Onde está a publicação no Diário Oficial que comprove esse processo?

Por que o Portal da Transparência não apresenta, de forma clara, todas as contratações e valores pagos?

Enquanto cifras milionárias circulam no topo do evento, bandas locais penam para receber valores irrisórios. Há relatos recorrentes de grupos que aguardam meses para receber R$ 3.600,00, enquanto bandas regionais enfrentam calotes ou atrasos em cachês na faixa de R$ 20 mil.

As bandas tocam. Os shows acontecem. O dinheiro… não chega.

E o mais grave: os acordos firmados não são cumpridos. Cantores e músicos da cidade relatam humilhação, descaso e medo. Medo de falar. Medo de denunciar. Medo de retaliações. Em Simões Filho, o silêncio também virou regra no meio cultural.

A pergunta que não quer calar é simples e direta:

Por que o poder público finge não ver?

Será que não há conhecimento por parte da Secretaria responsável?

Ou será que existe algo mais grave por trás dessas contratações?

Acorda, secretário GEASI.

Acorda, prefeito Del.

Não é razoável — nem aceitável — que uma empresa atue há quase duas décadas no mesmo evento, acumulando denúncias informais, insatisfação generalizada e um histórico de conflitos com artistas locais, sem jamais ser questionada oficialmente.

Nos bastidores, o descontentamento é unânime:

nenhuma banda ou cantor da cidade se sente respeitado pela SERQUIP Eventos. Ainda assim, todos se calam. O medo fala mais alto que o microfone.

Esta crônica não afirma crimes — cobra respostas.

Não julga — exige transparência.

Não ataca a fé — defende a dignidade de quem vive da cultura.

Porque evento gospel sem transparência não é louvor.

É negócio.

E negócio feito à sombra do silêncio cheira mal, até dentro da igreja.

O Bom Velhinho segue perguntando — porque perguntar, em Simões Filho, já virou ato de coragem.

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