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SIMÕES FILHO: ENQUANTO O PALCO SOBE O ASFALTO AFUNDA !!!



As Crônicas do Bom Velhinho -  É fogo no Parquinho... -  O sétimo aditivo milionário e o mistério das obras invisíveis em Simões Filho

Enquanto os refletores iluminam a Praça da Bíblia, os telões brilham, o palco cresce e a Semana da Cultura Gospel segue em clima de louvor, fé e muitos decibéis, a cidade de Simões Filho acompanha — quase em silêncio — mais um capítulo da novela dos aditivos contratuais milionários.

Sem alarde, sem coletiva, sem explicações detalhadas, a Prefeitura publicou o sétimo aditamento do Contrato nº 0002-2023, firmado com a empresa Alfa Construções Ltda.. O presente veio embalado com prorrogação de 12 meses e um reajuste de 5,4362%. Nada demais, diriam os defensores do “é tudo normal”.

Resultado final?

O contrato agora alcança a singela cifra de R$ 3.697.802,58, com vigência entre 3 de janeiro de 2026 e 2 de janeiro de 2027.

E aí surge a pergunta que ecoa mais alto que os alto-falantes do evento gospel:

ONDE ESTÃO AS OBRAS?

Porque, convenhamos, o povo até procura… mas não acha.

OBRAS INVISÍVEIS, BURACOS BEM VISÍVEIS

Não há novas frentes de obras relevantes.

Não há inaugurações.

Não há melhorias estruturais perceptíveis.

O que há, isso sim, é:

 • Ruas esburacadas

 • Meio-fio inexistente

 • Calçadas quebradas

 • Praças abandonadas

 • Manutenção urbana em estado terminal

Mas, curiosamente, os contratos seguem vivos, saudáveis e sempre engordando.

Se existe uma obra acontecendo, ela parece seguir a lógica quântica: só existe no papel, no extrato e no Diário Oficial.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Se não há novas obras…

Se a manutenção é caótica…

Se a cidade segue deteriorada…

PARA QUE SERVEM TANTOS ADITIVOS?

QUAL É A ENTREGA REAL DESSE CONTRATO?

QUEM FISCALIZA?

QUEM ATESTA?

QUEM ASSINA QUE O SERVIÇO FOI PRESTADO?

Porque reajuste sem resultado concreto não é gestão — é rotina administrativa de faz-de-conta.


TRANSPARÊNCIA SELETIVA

Curiosamente, enquanto não existe qualquer detalhamento público dos custos reais da Semana da Cultura Gospel, os aditivos contratuais surgem com precisão matemática, percentual exato e carimbo oficial.

Palco tem preço.

Som tem preço.

Iluminação tem preço.

Mas a cidade… essa parece não ter prioridade.

O BOM VELHINHO AVISA:

O Bom Velhinho já viu esse filme antes.

Começa com aditivos.

Segue com prorrogações.

E termina com a pergunta clássica do contribuinte:

“Pagamos… mas não recebemos.”

E enquanto o louvor sobe aos céus, o asfalto afunda, a cidade envelhece mal e o povo segue tentando entender como quase R$ 4 milhões conseguem desaparecer sem deixar obras como testemunha.

Mas fiquem tranquilos…

Na próxima publicação oficial, vem mais um aditivo.

Porque em Simões Filho, contrato sempre anda — a cidade é que não.

Crônicas do Bom Velhinho – onde a ironia é ferramenta e a pergunta é resistência.

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