As Crônicas do Bom Velhinho - Nunca vi tamanho descaso. E olha que este Bom Velhinho já viu muita coisa nesta terra onde tudo pode, tudo passa e nada acontece.

Secretaria de Educação Heliene Mota e, a Deputada Kátia Oliveira.
Desde segunda-feira, diretores da rede municipal de ensino de Simões Filho tentam, inutilmente, um simples atendimento. Batem em portas fechadas, falam com paredes, esbarram no silêncio ensurdecedor da gestão. Enquanto isso, a Semana Pedagógica começa na próxima segunda-feira, e a crise na Educação só cresce, feito mato em terreno abandonado.
O motivo?
O prefeito Del, em mais um gesto autoritário digno de manual do prefeito ditador, mandou cortar, sem aviso prévio, a gratificação de TODOS os diretores efetivos e certificados da rede municipal. Sem diálogo. Sem reunião. Sem respeito. Sem vergonha.
A lei é clara: as direções escolares devem ser ocupadas por professores efetivos concursados. Mas ao que tudo indica, cumprir a lei tem desagradado profundamente o gestor e sua equipe. Afinal, cargo ocupado por técnico não vira moeda política. Cargo preenchido por concursado não serve para barganha eleitoral.
E como estamos em ano eleitoral, parece que a ordem é simples: esvaziar cargos, pressionar diretores e abrir espaço para aliados políticos.
Segundo a sempre bem-informada Rádio Peão, o cenário é ainda mais grave:
TODOS os diretores assinaram um pedido coletivo de exoneração.
Um ato extremo que revela o nível de humilhação e abandono imposto à Educação municipal.
E o que acontece nas escolas?
• Pinturas de fachada para foto em rede social
• Mobiliário velho, quebrado e sucateado
• Falta de estrutura mínima para professores e alunos
• Escolas sem cantina
• Merenda de qualidade duvidosa, sem os nutrientes necessários
• Em muitos casos, professores e funcionários comprando alimento do próprio bolso para não deixar crianças com fome
Isso não é gestão.
Isso é violência institucional.
Enquanto isso, o prefeito finge que não vê, não ouve e não responde. Talvez esteja muito ocupado decidindo quem será premiado politicamente enquanto quem trabalha de verdade é punido.
A Educação de Simões Filho começa o ano letivo sem diretores, sem diálogo e sem rumo.
E quem paga a conta, como sempre?
Os alunos.
Os professores.
As famílias.
O futuro da cidade...
Diante de tamanha arbitrariedade, o Ministério Público precisa ser acionado com urgência. O que está em curso não é apenas um ataque administrativo, é um ataque direto à legalidade, à dignidade profissional e ao direito à educação de qualidade.
Mas em Simões Filho, meus amigos, já sabemos: descaso vira rotina, abuso vira método e o silêncio do poder é sempre muito bem ensaiado.
O Bom Velhinho avisa:
quando diretores pedem exoneração em massa, não é birra — é grito de socorro.
E grito ignorado costuma virar denúncia.
0 Comentários