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A PROCURA DE CULPADOS PELAS DERROTAS, VÃO ALEM DAS URNAS...

FISCALIZAR O PODER PÚBLICO NÃO É CRIME. QUESTIONAR GOVERNANTES NÃO É PERSEGUIÇÃO. DENUNCIAR POSSÍVEIS IRREGULARIDADES COM RESPONSABILIDADE É EXERCER A CIDADANIA!

A Constituição Federal, em seus artigos 5º e 220, assegura a liberdade de manifestação do pensamento, de expressão e de informação, observados os direitos e as garantias fundamentais de todos os cidadãos.

Da mesma forma, o princípio constitucional da presunção de inocência, previsto no artigo 5º, inciso LVII, estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

Por isso, as Crônicas do Bom Velhinho defendem que toda denúncia seja examinada com seriedade, que os fatos sejam devidamente apurados e que ninguém seja condenado antecipadamente, seja nas páginas de um jornal, nas redes sociais ou nos tribunais da opinião pública.

Mas também defendem que nenhuma autoridade pública está acima do direito de fiscalização da sociedade.

O exercício do direito de recorrer à Justiça é legítimo. O que não se pode admitir é sua utilização abusiva com a finalidade de constranger, intimidar ou impedir a divulgação responsável de informações de interesse coletivo.

A VOZ DE QUEM DEDICOU UMA VIDA À LUTA SOCIAL

O Bom Velhinho deixa uma mensagem àqueles que eventualmente imaginam que poderão silenciar suas crônicas por meio de pressões:

“Tenho 70 anos, uma longa história de luta contra as desigualdades sociais e conheço muito bem meus direitos. Não será agora, depois de tantas batalhas, que abandonarei minhas convicções ou deixarei de defender aquilo em que acredito.”

A defesa do patrimônio público, da dignidade dos trabalhadores e dos direitos das pessoas mais humildes não pode ser confundida com perseguição pessoal.

As críticas políticas e administrativas devem permanecer no campo dos fatos, das provas e do debate democrático, respeitando o direito de resposta, o contraditório e a ampla defesa.

Afinal, quem administra recursos públicos deve estar preparado para prestar contas à população.

A JUSTIÇA DOS HOMENS E A JUSTIÇA DIVINA

O Bom Velhinho também reafirma sua confiança na Justiça e na força de sua fé.

Aqueles que eventualmente tenham praticado atos de corrupção, desviado recursos públicos ou utilizado o poder para prejudicar cidadãos devem responder por suas condutas, desde que comprovadas perante as instituições competentes.

E, acima de todas as disputas humanas, permanece uma convicção espiritual:

“A Justiça Divina tarda, mas não falha.”

AOS 70 ANOS, O BOM VELHINHO QUER APENAS VIVER EM PAZ

Depois de uma vida de enfrentamentos, denúncias, conquistas e decepções, o Bom Velhinho não procura privilégios, cargos ou recompensas.

Seu desejo é simples.

Assar um belo bolo, preparar um chá com as folhas cultivadas em sua própria estufa e, ao final de cada tarde, sentar-se tranquilamente em sua cadeira de balanço para contemplar o pôr do sol.

Desfrutar da paz espiritual, da serenidade que a idade proporciona e da consciência de ter procurado cumprir seu papel como cidadão.

Porque existem riquezas que o dinheiro público não compra, o poder político não oferece e nenhuma disputa judicial pode retirar de um homem: a consciência tranquila, a dignidade e a paz de espírito.

As Crônicas do Bom Velhinho continuarão exercendo seu papel crítico, com independência, responsabilidade, respeito às provas documentais e compromisso com a verdade.

O BOM VELHINHO PODE ATÉ SE SENTAR NA CADEIRA DE BALANÇO PARA CONTEMPLAR O PÔR DO SOL, MAS SUA CONSCIÊNCIA CIDADÃ JAMAIS SE APOSENTARÁ!

Crônicas do Bom Velhinho — 70 anos de vida, história, resistência e compromisso com a dignidade humana.

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