Dando uma passaDinha rápida para parabenizar as mais de 15 mil pessoas que conforme sites institucionais abrilhantaram a Caminhada Rosa neste domingo (13) uma demonstração desta gente boa que se preocupa realmente com o que está ocorrendo no município, principalmente no que tange serviços de caráter essenciais, infraestrutura, educação, meio ambiente, transporte e quanto a "Saúde" está não necessita sequer mencionar, basta navegar nas redes sociais para ver aa desgraceira geral, gente morrendo diariamente por péssimos serviços prestados embora contratos milionários com terceirizadas.
Mas..., sempre este mas.. Tá tudo bem tudo uma maravilha, coisa típica do paraíso de Narnia City, e com certeza é o momento de muita dancinha e alegria nas ruas de Simões Filho, atrás dos paredões e trios elétricos que custam uma fortuna para dar brilho a festa daqueles que querem se manter no "Poder" e deixar o povo sofrendo cada dia mais.
Essa é a pergunta que precisa ser respondida com documentos, relatórios, audiências públicas e prestação de contas, dos últimos dez anos onde o ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) jogou em uma gaveta o PDDM Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal Lei 995.2016 com a obrigação de fazer os "Conselhos" incluindo os de moradores em formato Tripartite mas sendo uma Organização Não Governamental senso a maioria ampla participação popular.
Na minha avaliação, durante os oito anos da administração do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha, muitas das diretrizes previstas no planejamento municipal não receberam a prioridade que deveriam.
Mas agora não basta apontar o dedo.
É hora de abrir a gaveta.
É preciso verificar, ponto por ponto, o que estava previsto no PDDM, o que foi executado, o que não saiu do papel e quais justificativas existem para aquilo que deixou de ser implementado.
E existe outro relógio correndo.
O Estatuto da Cidade — Lei Federal nº 10.257/2001 — estabelece que a lei que institui o Plano Diretor deve ser revista, pelo menos, a cada dez anos.
Simões Filho chegou justamente a esse marco.
Por isso, meu retorno à Câmara também teve esse objetivo: alertar o Poder Legislativo para a necessidade de acompanhar e cobrar a revisão do Plano Diretor com ampla participação popular.
Conversei com o presidente da Comissão de Ética, vereador Neivaldo Scavello, que se mostrou receptivo à discussão sobre iniciativas voltadas ao desenvolvimento do município.
Também tive uma longa conversa com o atual presidente da Câmara, Itus Ramos, que me ouviu atentamente e demonstrou compreender a importância de uma nova mobilização institucional em torno do PDDM.
Estive com meu velho amigo e irmão Sid Serra, ex-vice-prefeito e atual vereador o pipoco da Bahia, tive o prazer de ser recebido pelos vereadores, Genivaldo Lima e Carlos Neto e na saída com abraço com Del da Capoeira.
Defendo a formação de uma nova Comissão Tripartite, com participação do Poder Público e da sociedade civil, além da realização de debates e audiências que permitam à população participar verdadeiramente da construção do planejamento da cidade.
Porque Plano Diretor não pode ser decidido apenas dentro de gabinete.
A cidade pertence ao povo.
E quem sente diariamente os efeitos da falta de planejamento sabe exatamente onde o sapato aperta.
Um dos exemplos mais evidentes é o Sistema de Transporte Público.
Quem depende diariamente de ônibus e demais modalidades de transporte coletivo sabe que mobilidade urbana não pode continuar sendo tratada apenas com promessas.
É necessário planejamento, integração, acessibilidade, fiscalização e respeito ao cidadão.
DEZ ANOS DEPOIS, A GAVETA PRECISA SER ABERTA.
Que a Câmara Municipal cumpra seu papel fiscalizador.
Que o Executivo apresente o que foi executado.
Que a sociedade civil participe.
E que cada artigo, meta e diretriz do PDDM seja colocado sobre a mesa.
O que foi cumprido?
O que não foi?
Quanto foi investido?
E quem deverá responder pelo que deixou de ser realizado?
O PDDM não pertence a prefeito, vereador, partido ou grupo político.
O PDDM pertence à cidade.
A luta está apenas começando.
E, depois de dez anos, talvez tenha chegado a hora de Simões Filho finalmente tirar seu futuro da gaveta.

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