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DEL DEFENDE LIBERDADE POLITICA E DIZ QUE ACORDO COM CAJADO FOI POR RECURSOS PARA SIMÕES FILHO.

 

Prefeito afirma que não negociou cargos nem espaços políticos, cobra investimentos para as comunidades e diz que ninguém deve ser obrigado a votar em seu candidato

Em discurso durante ato político em Simões Filho, o prefeito Del colocou a liberdade de escolha no centro de sua mensagem e afirmou que sua aproximação com o deputado federal Cláudio Cajado não foi construída em torno de cargos ou interesses pessoais, mas da busca por recursos para o município.

Segundo Del, ao sentar para conversar com Cajado, sua preocupação foi estabelecer um compromisso que pudesse resultar em benefícios concretos para a população.

“Quando eu sentei com Cajado, eu não pedi nada para mim. Eu disse: ‘Cajado, nós vamos trabalhar, agora eu quero recursos para o povo da cidade’. Eu não negociei cargos políticos, eu não negociei espaços políticos. Negociei recursos para o povo.”

O prefeito afirmou que sua origem nas comunidades influencia diretamente sua forma de enxergar a administração municipal. Para ele, Simões Filho precisa ampliar oportunidades, atrair investimentos e criar condições para melhorar a vida da população.

“Eu sou de comunidade e sei como o povo sofre. Precisamos de mais oportunidades, do apoio dos empresários e de mais investimentos para essa cidade”, declarou.

“EU NÃO ESTOU OBRIGANDO NINGUÉM”

Um dos momentos de maior peso político do discurso ocorreu quando Del falou sobre liberdade.

O prefeito afirmou que seu apoio eleitoral não significa imposição aos seus aliados, servidores ou à população. Segundo ele, ninguém estaria sendo obrigado a votar em Cláudio Cajado.

“Eu não estou obrigando ninguém a votar em Cajado. Nada é com força, nem com violência.”

Del comparou a construção política às relações pessoais e disse acreditar que apoio deve ser conquistado por meio do diálogo.

“Eu conquistei minha esposa olhando nos olhos dela, trocando olhares. E acho que é assim que a gente constrói uma política verdadeira e transparente”, afirmou.

Na sequência, reforçou que pretende exercer sua própria liberdade política e respeitar a decisão dos demais:

“Eu quero ter liberdade e quero que vocês tenham a liberdade que eu tenho de construir uma política mais justa.”

“A CANETA ESTÁ NA MÃO DESTE PREFEITO”

Na parte final, Del elevou o tom ao falar sobre sua autoridade à frente da Prefeitura.

“A caneta está na mão deste prefeito”, declarou.

Mas acrescentou que, segundo sua visão, o exercício dessa autoridade deve estar subordinado a duas referências: Deus e a população.

“A única direção que eu ouço é dos tronos e do povo.”

O discurso também ganhou contornos religiosos. Del afirmou acreditar que os sonhos podem ser realizados quando existe perseverança e fé.

“Quando Deus faz você sonhar é porque Ele quer realizar. Existe uma chave, existe um segredo: não desista. Acredite em Deus que Ele vai fazer você realizar os sonhos.”

RECADO POLÍTICO NA RETA FINAL

A poucos dias da votação de 4 de outubro, o pronunciamento deixa uma mensagem política clara: Del procura apresentar sua aliança com Cajado como uma escolha baseada na obtenção de recursos para Simões Filho e, ao mesmo tempo, demarcar publicamente sua independência política.

Ao enfatizar que não negociou cargos, defender a liberdade do voto e lembrar que “a caneta” está em suas mãos, o prefeito também manda um recado para dentro do próprio grupo político.

No encerramento, Del convocou os presentes para seguirem em caminhada ao lado do deputado:

“Vamos descer, meu deputado. Vamos descer para caminhar uma vitória junto com o povo, dia 4 de outubro.”

O discurso coloca, portanto, três palavras no centro da narrativa de Del nesta reta final: liberdade, recursos e autoridade. Agora, caberá ao eleitor avaliar essa mensagem nas urnas.

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